DÍLI, 05 de maio de 2020 (TATOLI) – O Gestor de Produção da Catalpa, Pedro Luís Marques de Almeida, disse que esta ONG produz por dia 17 viseiras com uma impressora 3D.
“A impressora 3D usa filamentos de plástico e constrói os objetos, que são desenhados através de computador num modelo 3D. A impressora constrói depois [esses objetos]. Produz, então, 17 viseiras por dia. As viseiras são para proteger os profissionais de saúde”, afirmou hoje Pedro Almeida, à Tatoli, em Colmera, Díli.
Segundo o gestor, uma só folha de plástico A4 permite produzir uma viseira, pelo que os materiais são baratos e fáceis de encontrar em papelarias.
Pedro Almeida afirmou que a Catalpa já produziu, com o apoio de parceiros como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Knua Juventude Fila Liman, a Escola Internacional de Díli e a Simile, mais de 300 viseiras.
“Entregámo-las ao Ministério da Saúde, à Maluk Timor, Marie Stopes e à Asia Foundation, que as entregou à Pradet”, disse.
Segundo Pedro Almeida, as autoridades australianas e a Associação Asiática para a Promoção Humana (Partnership for Human Development) apoiaram esta iniciativa com 20 quilogramas de plástico, o que permite produzir mil viseiras.
“Depois destes donativos dos parceiros, continuaremos a produzir, enquanto o Ministério da Saúde e os parceiros precisarem”, salientou.
Questionado sobre a qualidade das viseiras, Pedro Almeida garantiu a sua qualidade e a validação deste artigo por parte dos médicos.
A motivação da Catalpa e dos parceiros é ajudar o Ministério da Saúde e outras entidades que combatem a covid-19.
“Atualmente, já recebemos o pedido de quase mil viseiras. Só o Ministério da Saúde quer 500. A Catalpa e os parceiros mantêm a produção até que o ministério e os parceiros deixem de precisar”, concluiu.
Jornalista : Nelia Fernandes
Editora : Maria Auxiliadora




