DÍLI, 22 de fevereiro de 2021 (TATOLI) – A Diretora-Geral do Laboratório Nacional de Saúde, Endang Soares, admite, no âmbito da crise sanitária provocada pela covid-19, a falta de recursos humanos para assegurar um trabalho eficaz no laboratório.
“O problema não se coloca ao nível dos equipamentos, pois estes são suficientes para enfrentar a crise da covid-19. O nosso problema reside na escassez de recursos humanos. Precisamos de mais analistas para nos apoiar no trabalho diário, porque a exigência é cada vez maior. O número de casos ativos tem, nos últimos tempos, registado um aumento, o que nos obriga a efetuar os testes de despistagem e a analisá-los”, afirmou Endang Seoares, em Bidau, Díli.
Segundo a diretora-geral, o Laboratório Nacional conta atualmente com um total de mais de 100 colaboradores, sendo que cerca de 50 são analistas.
“Foi planeada a contratação de dez pessoas, sete das quais já estão aqui [no laboratório] para nos prestar ajuda no trabalho em contexto da covid-19”, afirmou.
Recorde-se que o Ministério da Saúde (MS) levou a cabo, na semana passada, uma testagem em massa de toda a população residente nos municípios de Bobonaro, Covalima e na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse e Ambeno (RAEOA).
“Efetuamos num só dia a análise de 300 amostras dos testes à covid-19”, concluiu.
O Laboratório Nacional de Saúde é responsável, a nível nacional, pela garantia de prestação de serviços de laboratório de qualidade à população, pela supervisão técnica dos trabalhos realizados pelos laboratórios integrados no sistema nacional de saúde e funciona como centro de referência para exames de laboratório.
Notícia relevate: Transporte de amostras para Laboratório Nacional reforçado com duas viaturas
Jornalista: Maria Auxiliadora
Editor: Zezito Silva




