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Timor-Leste prevê crescimento económico de 7,5% com Plano de Médio Prazo 2027–2030

Timor-Leste prevê crescimento económico de 7,5% com Plano de Médio Prazo 2027–2030

Vendedores ambulantes em Comoro. Fotografia/David Cabral.

DÍLI, 25 de maio de 2026 (TATOLI) – O Ministério do Planeamento, Investimento e Estratégia (MPIE) afirmou que o país prevê alcançar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero até 7,5% após 2030, no âmbito da implementação do Plano de Médio Prazo de 2027-2030.

A apresentação foi feita pelo Coordenador da Unidade de Planeamento Integrado do MPIE, Epi Orleães, durante a Reunião dos Parceiros de Desenvolvimento de Timor-Leste (TLDPM) 2026, que decorreu hoje no salão do Ministério das Finanças, em Díli, sob o tema Traçando um Horizonte Resiliente: Economia Azul, Integração na ASEAN e Ação Coordenada.

O responsável explicou que o novo ciclo de planeamento visa concluir a implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED) 2011–2030, “promovendo a transição de uma economia assente na despesa pública para um modelo impulsionado pelo setor privado, pela produtividade e pelo investimento”.

“O foco do Plano de Médio Prazo 2027–2030 é a reforma de políticas e o investimento estratégico para eliminar constrangimentos ao desenvolvimento, reforçar instituições e criar bases para um crescimento liderado pelo setor privado”, afirmou Epi Orleães.

Segundo os dados apresentados, Timor-Leste registou progressos relevantes no âmbito do PED, incluindo “uma cobertura elétrica nacional de 99,7%, cerca de 55% das estradas nacionais concluídas e uma taxa de literacia juvenil de 87,3%”. O PIB não petrolífero cresceu 4% em 2024, após a integração do país na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e na Organização Mundial do Comércio.

No entanto, o Governo reconhece desafios estruturais persistentes, como a forte dependência das finanças públicas do Fundo Petrolífero, que representa cerca de 85% da despesa do Estado, bem como a reduzida participação do investimento privado, estimado em 6% do PIB não petrolífero. A taxa de pobreza multidimensional mantém-se em cerca de 48%.

No âmbito do Plano de Médio Prazo de 2027-2030, o Executivo prevê uma transformação gradual da economia até 2035, com o reforço do setor produtivo e da participação do investimento privado. A meta é aumentar o PIB não petrolífero de 1,7 mil milhões de dólares americanos em 2025 para 2,4 mil milhões em 2030 e 3,5 mil milhões em 2035.

O Executivo prevê ainda elevar o investimento privado para entre 10% e 15% do PIB não petrolífero até 2030, “bem como criar entre 25 mil e 30 mil novos empregos formais”.

Entre os objetivos definidos estão também o aumento das exportações não petrolíferas para 250 milhões de dólares, a expansão da irrigação funcional para 50 mil hectares, o crescimento do turismo para 140 mil visitantes e o aumento da taxa de participação laboral para 42% até 2030.

Para alcançar estas metas, o Governo definiu seis prioridades estratégicas: a diversificação económica; o reforço do setor privado; o investimento em infraestruturas; o desenvolvimento do capital humano; a reforma institucional; e a resiliência climática.

Foram igualmente identificadas dez intervenções prioritárias nacionais, destacando-se, entre elas,  a reforma do registo de terras e de empresas, o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas, o desenvolvimento da economia azul, a melhoria da produtividade agrícola, a expansão da conectividade digital, o reforço energético, e a formação de mão de obra qualificada.

Notícia relacionada: BCTL prevê crescimento económico nacional de 5% em 2026

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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