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António Guterres defende reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU

António Guterres defende reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 21 de maio de 2026 (TATOLI) – O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou esta quarta-feira a uma reforma absoluta do Conselho de Segurança da organização, considerando essencial aumentar o número de membros permanentes e não permanentes para combater a impunidade das superpotências com direito de veto.

O dirigente fez estas declarações devido às tensões no Médio Oriente que permanecem sem soluções entre países envolvidos. António Guterres voltou a sublinhar que a “arquitetura global de resolução de problemas” está desatualizada e não corresponde às realidades do mundo atual. “A reforma mais importante que precisa de ser estabelecida é a reforma do Conselho de Segurança da ONU”, declarou.

Atualmente, o Conselho é composto por cinco membros permanentes – a China, a França, o Reino Unido, os Estados Unidos da América e a Rússia – com direito de veto, e dez membros não permanentes eleitos por dois anos. O Secretário-Geral salientou que apenas um país asiático está representado entre os permanentes, enquanto a África e a América Latina não têm assento. “Este é um sério problema de legitimidade e de ineficácia”, afirmou, defendendo que a expansão do Conselho é “absolutamente essencial”.

O objetivo, explicou, é criar um sistema multilateral mais justo, capaz de defender o direito internacional e responsabilizar todos os países, incluindo as superpotências, por violações.

Questionado sobre o papel da ONU na prevenção de conflitos, Guterres destacou que “não é o multilateralismo que está em crise, mas sim o comportamento das superpotências que violam o direito internacional e usam o veto para garantir a sua impunidade”.

Segundo o dirigente, esta conduta desencoraja potências médias a respeitar regras internacionais, como se tem verificado no Congo, no Sudão e no Chifre de África. “Está claro que um número crescente de potências interfere permanentemente em países em conflito, dificultando a prevenção e mediação de crises”, sublinhou, reforçando a urgência da reforma do Conselho de Segurança.

Relativamente ao encerramento do Estreito de Ormuz, António Guterres frisou a urgência de se  restabelecer a liberdade de navegação no local e de se criar condições para uma solução política dos conflitos no Médio Oriente. “É essencial pôr fim a todas as violações do cessar-fogo”, afirmou, destacando que os distúrbios na região estão a agravar a inflação e o custo de vida, levando a preços astronómicos da energia e de matérias-primas essenciais, como os fertilizantes.

O Secretário-Geral alertou ainda que a desconfiança e as divisões geopolíticas estão a bloquear respostas eficazes, enquanto os gastos militares ultrapassam o financiamento da ajuda humanitária, com consequências devastadoras para as populações mais vulneráveis.

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Equipa da Tatoli

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