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Ramos-Horta considera liberdade de imprensa “inegociável” para paz e segurança

Ramos-Horta considera liberdade de imprensa “inegociável” para paz e segurança

Jornalistas timorenses. Foto da Tatoli

DÍLI, 4 de maio de 2026 (TATOLI) — O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, afirmou, este domingo, que a liberdade de imprensa é uma condição “inegociável” para a paz, os direitos humanos e a segurança, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado anualmente a 3 de maio.

Num comunicado presidencial a que a Tatoli teve acesso, o Chefe de Estado sublinhou que “a paz não é uma trégua passiva”, mas sim “uma construção ativa e diária”, que depende da verdade e de uma imprensa “livre, independente e corajosa”.

Ramos-Horta alertou para um contexto internacional marcado por crescentes ameaças aos jornalistas, referindo que profissionais da comunicação social continuam a ser alvo de ataques, silenciados ou forçados ao exílio.

Destacou ainda o impacto da desinformação no espaço digital, que, segundo afirmou, contribui para dividir sociedades e fragilizar a perceção de uma realidade comum.

No caso de Timor-Leste, o PR recordou o passado do país, sublinhando que a nação “conhece o custo do silêncio” e que a ausência de responsabilização pode alimentar a violência. Apesar dos desafios, reiterou o compromisso com a transparência democrática.

O Chefe de Estado referiu igualmente a posição do país no mais recente Índice Mundial da Liberdade de Imprensa, da organização Repórteres Sem Fronteiras, onde Timor-Leste ocupa o 30.º lugar entre 180 nações, liderando na região do Sudeste Asiático.

Para Ramos-Horta, este resultado reflete o compromisso nacional com a defesa de uma comunicação social livre, considerada um pilar da segurança nacional. Defendeu que essa liberdade deve traduzir-se numa realidade quotidiana para jornalistas em todo o território, apelando à continuidade da sua proteção face a ameaças.

Na mensagem, dirigiu ainda palavras de incentivo aos profissionais dos media timorenses, instando-os a manter o escrutínio, a investigação e a defesa da verdade.

Assinalando a data, Ramos-Horta apelou à consolidação dos progressos alcançados e à renovação do compromisso com uma sociedade onde todas as vozes possam ser ouvidas e onde a liberdade contribua para uma paz duradoura.

Notícia relevante: Timor-Leste melhora posição no ranking mundial da liberdade de imprensa

Equipa da Tatoli

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