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Díli assinala 50.º aniversário da Proclamação da República Árabe Saarauí Democrática

Díli assinala 50.º aniversário da Proclamação da República Árabe Saarauí Democrática

A Embaixada de Cuba, em Díli, acolheu ontem a celebração do 50.º aniversário da proclamação da República Árabe Saarauí Democrática (RASD). Foto: Afonso do Rosário

DÍLI, 5 de maio de 2026 (TATOLI) – A Embaixada de Cuba, em Díli, acolheu ontem a celebração do 50.º aniversário da proclamação da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), sob o lema 50 Anos: um legado de resiliência, construção institucional e luta contínua pela soberania (1976-2026), num momento de solidariedade com o povo do Saara Ocidental.

A iniciativa reuniu representantes diplomáticos, membros do Governo, deputados, estudantes e organizações da sociedade civil, assinalando um marco histórico na afirmação do direito à autodeterminação do povo saarauí. O processo continua, contudo, marcado pela ocupação marroquina e pela ausência de um referendo prometido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante o evento, o Embaixador saarauí em Timor-Leste, Boibat Malainin, sublinhou que, apesar de cinco décadas de adversidade, a RASD consolidou instituições estatais funcionais, promoveu o desenvolvimento humano e reforçou o papel das mulheres e dos jovens na sociedade. O diplomata reiterou a necessidade urgente de implementar as resoluções da ONU, incluindo a realização de um referendo de autodeterminação ainda por cumprir.

O Representante do Governo saarauí no país recordou também que a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental, criada em 1991, continua sem conseguir executar plenamente o seu mandato devido a obstáculos no terreno.

Por sua vez, o Representante do Movimento de Solidariedade do Saara Ocidental em Timor-Leste, Guerson Ribeiro, denunciou a continuação da ocupação e das violações dos direitos humanos no território, defendendo o reforço da pressão internacional para a concretização do referendo. Destacou ainda o paralelismo entre a luta do povo saaraui e a experiência histórica de Timor-Leste na conquista da independência.

Na mesma linha, o Vice-Diretor da Associação HAK, Antonino de Limas, afirmou que a causa saaraui constitui um exemplo de perseverança e resistência, sublinhando que a luta pela autodeterminação é também uma responsabilidade moral para Timor-Leste, enquanto país que viveu um processo semelhante. Defendeu ainda a necessidade de uma solução justa, baseada na vontade livre do povo saaraui e no respeito pelo direito internacional.

Já o Diretor-Executivo interino do Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste, Lourenço Lopes, destacou a solidariedade das Organizações Não-Governamentais (ONG) timorenses, lembrando que mais de duas centenas de ONG manifestam apoio à causa saaraui. Sublinhou que esta luta reflete os princípios consagrados na Constituição timorense, nomeadamente o apoio aos povos que combatem pela libertação nacional, apelando à comunidade internacional para intensificar esforços diplomáticos em prol da autodeterminação.

A cerimónia contou ainda com a presença da Embaixadora de Cuba em Timor-Leste, Grisel Alina Inniss, representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, deputados, estudantes universitários e ativistas.

Notícia relevante:Timor-Leste apela à justiça e à autodeterminação do Sahara Ocidental

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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