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Ramos-Horta dá luz verde ao OGE para 2026

Ramos-Horta dá luz verde ao OGE para 2026

Presidente da República, José Ramos Horta. Foto da Tatoli/Francisco Sony

 

DÍLI, 27 de novembro de 2025 (TATOLI) — O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, promulgou, esta quinta-feira, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026 no valor de 2,291 mil milhões de dólares americanos.

A assinatura teve lugar no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, no Bairro Pité, na presença da Presidente do Parlamento Nacional, Maria Fernanda Lay, que entregou formalmente o documento ao Chefe de Estado. “Recebi o orçamento de 2026 e assinei-o na sua presença, promulgando-o”, afirmou Ramos-Horta.

Face às críticas públicas sobre o facto de não voltar a ler o OGE antes da promulgação, o PR assegurou que acompanha de perto todo o processo parlamentar. “Alguns perguntam por que razão não leio o orçamento novamente. Disse que acompanhei ao longo de vários meses todos os debates. Quando o orçamento chega ao Parlamento, vindo do Governo, recebo uma cópia e já a li”, explicou.

Ramos-Horta destacou ainda que concorda com as prioridades estabelecidas, sublinhando o peso significativo das verbas destinadas às infraestruturas, incluídas no Fundo de Infraestruturas. Entre as áreas contempladas estão a construção e reabilitação de estradas, escolas, sistemas de abastecimento de água e projetos de irrigação, considerados essenciais para o desenvolvimento do país.

Conforme fonte governamental, a proposta do OGE para 2026 dá continuidade ao Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030, “canalizando recursos para reforçar o capital social, investir em infraestruturas, diversificar a economia e fortalecer a boa governação”.

De acordo com a mesma fonte, ao nível das perspetivas macroeconómicas para 2026, o Governo projeta um crescimento do Produto Interno Bruto de 4,5%, sustentado pelo aumento do consumo privado e do investimento público, e por uma inflação média anual a estabilizar em torno dos 1,2%, após uma descida para 0,5% em 2025.

Entre as principais medidas orçamentadas, destacam-se os setores social, económico, institucional, das infraestruturas e da boa governação.

Para o setor social, estão previstos 74,2 milhões de dólares para a saúde, incluindo 55,9 milhões para cuidados primários e 4,5 milhões para reabilitação e construção de hospitais.
Na educação, o orçamento ascende a 35,8 milhões, destinados à expansão do Programa Merenda Escolar, construção e reabilitação de salas de aula, reforma curricular e formação de professores. A proteção social será reforçada com 180,4 milhões, 170 dos quais se destinam à Segurança Social e 10,4 ao Programa Bolsa da Mãe de apoio à primeira infância.

A área das infraestruturas contará com 436 milhões para o capital de desenvolvimento. Deste montante, 300 serão canalizados para o Fundo de Infraestruturas, 107 para linhas ministeriais e 29 para os municípios.

O domínio energético receberá 223,4 milhões para a expansão da rede elétrica, para estudos sobre infraestruturas petrolíferas e para o desenvolvimento do projeto Tasi Mane. Para a agricultura, estão reservados 20,2 milhões, destinados à reabilitação de sistemas de irrigação e ao aumento da produtividade agrícola.

No setor económico, o Executivo prevê 32,1 milhões para apoiar micro, pequenas e médias empresas, cooperativas, exportações e melhoria da qualidade dos produtos. Na área do comércio e indústria, serão aplicados 4,3 milhões em logística, promoção de investimento estrangeiro e sustentabilidade industrial.

A área petrolífera receberá 104,7 milhões para exploração de novos blocos, estudos e desenvolvimento do projeto Tasi Mane.

Além disso, 5,2 milhões serão utilizados para criar centros turísticos, no âmbito do Programa Nacional de Promoção do Turismo.

No domínio institucional e da boa governação prevê-se: 12,7 milhões de dólares para reforçar a diplomacia e assegurar o cumprimento dos requisitos de adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático; 16,2 milhões para o fortalecimento da área da justiça; 37,1 milhões para apoiar o processo de descentralização e a modernização da gestão financeira pública; e 6,2 milhões para a reforma da função pública e para a formação dos funcionários.

Jornalista: Hortencio Sanchez/Tradução: Equipa da Tatoli

Editor: Cancio Ximenes

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