DÍLI, 21 de agosto de 2025 (TATOLI) – Timor-Leste oficializou, esta quinta-feira, um acordo de mobilidade laboral com a Nova Zelândia que permitirá o recrutamento de trabalhadores timorenses, ao abrigo do programa Recognised Seasonal Employer (RSE).
O acordo foi assinado pelo Secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, Rogério Mendonça, e pela Embaixadora da Nova Zelândia em Timor-Leste, Helen Tunnah, em Díli, na presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito Freitas, da diplomata timorense na Nova Zelândia, Idelta Maria Rodrigues, e da sua antecessora, Felicidade de Sousa.
Rogério Mendonça informou que a primeira fase de recrutamento terá início no dia 08 de setembro, sendo que as candidaturas devem ser submetidas online para facilitar o processo e evitar entraves técnicos e administrativos.
Os timorenses vão trabalhar na área da agricultura, com destaque para a horticultura e viticultura, sendo a proficiência na língua inglesa o principal requisito. O número de trabalhadores a recrutar ainda não foi divulgado, aguardando-se pedidos oficiais de empresas neozelandesas.
Bendito Freitas considera a formalização da parceria entre os dois países como um marco significativo. “Este é um passo importante nas relações bilaterais de Timor-Leste. A cooperação na área do trabalho já está curso com países como a Coreia do Sul, a Austrália e o Japão e agora estende-se à Nova Zelândia”, disse o governante.
Por sua vez, Helen Tunnah referiu que o programa beneficiará tanto empregadores da Nova Zelândia como os timorenses que terão a oportunidade de adquirir novas competências profissionais e aumentar os seus rendimentos.
Vale lembrar que Timor-Leste foi, oficialmente, incluído no esquema RSE da Nova Zelândia no passado mês de abril, o que permite que cidadãos timorenses sejam contratados legalmente para trabalhos sazonais na área agrícola.
Todos os candidatos deverão cumprir os critérios de saúde em vigor, incluindo a apresentação de uma radiografia torácica, uma vez que Timor-Leste ainda não consta entre os países com baixa incidência de tuberculose.
Criado em 2007, o programa RSE é considerado fundamental para a produtividade agrícola da Nova Zelândia, especialmente nos períodos de colheita. Atualmente, o esquema inclui mais de dez países do Pacífico e do Sudeste Asiático.
De acordo com a legislação neozelandesa, desde 01 de outubro de 2023, o salário mínimo para os trabalhadores ao abrigo do RSE é de 24,97 dólares neozelandeses por hora (mais de 14 dólares americanos), estando previsto o seu reajuste em conformidade com eventuais aumentos do salário mínimo naquele país.
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Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




