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UNICEF apela ao não envolvimento de crianças em atividades económicas

UNICEF apela ao não envolvimento de crianças em atividades económicas

Representante da UNICEF, Bilal Durrani. Fotografia da Tatoli.

DÍLI, 31 de janeiro de 2023 (TATOLI) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês) em Timor-Leste apelou a todos os pais que não envolvessem os filhos menores em atividades económicas.

O apelo surge devido ao facto de se constatar no país a prática de trabalho infantil, na sua esmagadora maioria em atividades de venda ambulante.

“As crianças são envolvidas no trabalho devido à economia familiar precária, por isso é que os pais permitem que os filhos trabalhem”, afirmou o representante da UNICEF, Bilal Durrani, no Timor Plaza.

A UNICEF vai trabalhar em parceria com o Instituto para a Defesa dos Direitos da Crianças (INDDICA), com o Ministério do Turismo, Comércio e Indústria (MTCI) e com a Comissão Nacional Contra o Trabalho Infantil (CNTI) para se criar um plano da ação nacional de modo a proibir o envolvimento de crianças no trabalho e a  garantir que os direitos das crianças são respeitados, sobretudo no que ao acesso à educação diz respeito. A meta é erradicar o trabalho infantil até 2025.

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“O plano nacional visa controlar as atividades laborais que envolvam crianças. As crianças devem ter liberdade total de acesso à educação” afirmou.

O representante referiu ainda que a UNICEF tem apoiado os ministérios nos programas da educação, da saúde e da nutrição para proteger as crianças.  “É importante que os pais permitam que os filhos tenham acesso a estes programas para reduzir a taxa de trabalho infantil em Timor-Leste”, referiu.

Já o Presidente da CNTI, Aniceto Soro, tinha dito que, de acordo com um estudo feito a nível nacional, 52.651 crianças, entre os cinco e os 17 anos de idade, estariam envolvidas em trabalho infantil, das quais 43 mil seriam analfabetas.

“Registamos 25.636 crianças a trabalhar na agricultura, silvicultura e caça, 814 em atividades piscatórias, 3.213 em minas e pedreiras, 1.031 na construção civil e em fábricas, 4.936 no comércio e em oficinas e 723 trabalham em outras áreas”, acrescentando que existem ainda 29.109 crianças a trabalhar em atividades comunitárias e em serviços sociais.

Para erradicar o trabalho infantil, a CNTI tinha apresentado seis recomendações para a erradicação do problema. Recomendava-se a criação de um sistema de assistência social para famílias carenciadas e de um plano de ação nacional contra o trabalho infantil; a alocação de um montante adequado para ajudar as crianças envolvidas em situações laborais; a sensibilização para o impacto negativo do trabalho infantil, bem como a criação de escolas totalmente gratuitas, que incluam transportes para as crianças e um serviço de atendimento para órfãos.

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Jornalista: Jesuína Xavier

Editora Maria Auxiliadora

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