DÍLI, 08 de novembro de 2022 (TATOLI) – O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, e seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, estiveram presentes no lançamento do livro “Testemunhos de Quatro Anos de Presença de Forças Nacionais Destacadas Lusas em Terras do Sol Nascente, 2000-2004”. Na altura, elogiaram a obra pelo seu conteúdo e pelo seu valor histórico.
O livro, coordenado pelos militares Tenente-General Xavier de Sousa, Coronel Miguel Pimenta e Tenente-Coronel Luís Pimenta, foi apresentado pelo Embaixador Fernando Neves na Academia Militar, na Amadora, Lisboa.
O livro contempla mais de 800 páginas e descreve o envolvimento do exército português na missão de paz da ONU, em Timor-Leste, no apoio à formação dos recursos humanos e na modernização das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), especifica o comunicado do Palácio Presidencial timorense.

O Presidente da República timorense considerou o livro muito importante, uma vez que, além do valor histórico intrínseco, vai contribuir para reforçar a cooperação entre as forças de defesa militar dos dois países.
“O livro é uma contribuição importante para a história de Timor-Leste na missão da ONU”, elogiou Ramos Horta. O Chefe de Estado recordou a contribuição das Forças Armadas de Portugal, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, entre outros, na missão da ONU para ajudar o desenvolvimento da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e das F-FDTL num período crítico, logo após a violência em 1999 e até à independência do país em 2002.
Ramos Horta agradeceu a presença das Forças Armadas Portuguesa em Timor-Leste através da decisão do ex-Primeiro-Ministro, António Guterres, e o ex-Presidente, Jorge Sampaio. A este propósito, Ramos Horta agradeceu a decisão daquelas personalidades pelo papel que tiveram na presença das Forças Armadas Portuguesas, juntamente com outros contingentes da ONU, na missão da Força Multinacional em Timor-Leste (INTERFET) para ajudar o povo timorense no período 1999 a 2004.
O Chefe de Estado português, por sua vez, elogiou o desempenho do seu homólogo, José Ramos Horta, no contexto diplomático e no percurso dos timorenses na luta pela libertação do país. “O que foi feito não só por Portugal, mas também pela comunidade internacional, para o povo timorense, na sua luta pela independência, foi de extrema importância”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa.
A cerimónia contou com a participação de líderes militares portugueses, vários corpos diplomáticos, alguns escritores e membros dos dois governos.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




