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Secretária-Executiva da CPLP destaca resultados da Presidência Pro Tempore de Timor-Leste

A Secretária-Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim. Foto:MNEC

DÍLI, 18 de agosto de 2026 (TATOLI) – A Secretária-Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim, destacou hoje os resultados alcançados pela Presidência Pro Tempore de Timor-Leste, classificando-a como dinâmica, efetiva e orientada para o reforço da cooperação e da coesão entre os Estados-Membros.

A responsável falava à margem da 294.ª Reunião Ordinária do Comité de Concertação Permanente (CCP) da CPLP, realizada no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em Díli.

“Queremos felicitar o Governo e o Presidente da República pelo que até agora foi feito com esta Presidência que, embora se diga Pro Tempore, estamos a senti-la como uma Presidência dinâmica, efetiva e com resultados que todos nós queremos”, disse a responsável.

Segundo Maria de Fátima Jardim, a presidência timorense contribui para reforçar os laços de amizade, colaboração e solidariedade entre os Estados-Membros, bem como para consolidar a CPLP na resposta às agendas nacionais e aos desafios globais.

“Esta reunião marca um passo significativo, sobretudo porque fechamos aqui um novo ciclo”, referiu, aludindo ao processo de preparação de um novo ciclo de planeamento estratégico da organização, com horizonte até 2033.

A Secretária-Executiva sublinhou que a CPLP pretende continuar a afirmar-se como uma comunidade “unida na diversidade” e orientada para o progresso e o bem-estar dos seus povos, destacando o crescimento da organização, que conta atualmente com nove Estados-Membros e 35 Estados associados.

“Estamos a ver crescer a nossa comunidade, o que quer dizer que a nossa comunidade se firma em objetivos, em programas que ligam todos aos principais objetivos que temos para o progresso e bem-estar dos nossos povos”, explicou.

Entre os resultados alcançados durante a presidência timorense, destacou o reforço da representatividade dos Estados-Membros no Secretariado Executivo, através da abertura de concursos para recrutamento de funcionários.

“A Presidência de Timor-Leste resolveu um desafio muito importante: o de termos de estar mais representados”, disse.

Maria de Fátima Jardim apontou também o reforço da coesão política entre os Estados-Membros como um dos ganhos do exercício timorense, defendendo que os países da CPLP devem continuar a afirmar-se como Estados democráticos e de direito, promovendo a paz, a estabilidade e os direitos humanos.

A responsável destacou ainda iniciativas promovidas nas áreas da educação, cultura, defesa, turismo, nutrição e mobilidade. Na educação, salientou a proposta de merendas escolares para todas as crianças, apresentada na reunião dos ministros da Educação, sublinhando o impacto da nutrição no desenvolvimento infantil e no bem-estar das famílias.

No setor da defesa, referiu a importância da soberania dos Estados-Membros, que não se limita às fronteiras, abrangendo também a cultura, os hábitos e a alimentação. Quanto ao turismo, destacou o seu potencial para gerar emprego, promover a mobilidade e impulsionar o crescimento económico.

A Secretária-Executiva assinalou ainda que, durante a Presidência de Timor-Leste, foram realizadas mais reuniões do que em exercícios anteriores, incluindo encontros com pontos focais dos Estados-Membros, reforçando o alinhamento das estratégias comuns. “Nós fizemos aqui também uma reunião dos pontos focais e estivemos a ver que estão alinhados naquilo que são as estratégias comuns. Então agora podemos fazer a nova visão”, afirmou.

Segundo a responsável, essa nova visão deverá reforçar a ligação entre África, Ásia, Europa e América, através das iniciativas e objetivos comuns da CPLP.

Maria de Fátima Jardim felicitou o povo timorense pela presidência da organização e agradeceu a hospitalidade oferecida durante as reuniões realizadas em Díli. “Queremos desejar ao povo de Timor-Leste todas as prosperidades e que, em torno da sua liderança, se continuem a reafirmar sobretudo nesta região, mas a CPLP, como um país histórico”, concluiu

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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