DÍLI, 24 de julho de 2026 (TATOLI) – O surto de ébola na República Democrática do Congo continua a agravar-se, tendo já provocado mais de 990 mortes e 2.423 casos confirmados de infeção, segundo dados divulgados pelas autoridades sanitárias e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O responsável da OMS pela resposta ao surto, Thierno Baldé, afirmou que o vírus Bundibugyo, responsável pelo atual surto, continua a propagar-se para novas regiões do país.
A província de Ituri, no nordeste da país, continua a ser o principal foco da epidemia, concentrando mais de 90% dos casos confirmados e cerca de 80% das mortes registadas até ao momento.
Segundo a OMS, as cinco províncias afetadas situam-se na região leste do país, onde a instabilidade persistente, os conflitos armados e a deslocação de populações dificultam a resposta sanitária e favorecem a disseminação da doença.
A organização identificou áreas com transmissão intensa, zonas onde o vírus está a emergir e outras onde as cadeias de transmissão aparentam estar mais estabilizadas. Ainda assim, a evolução do surto continua a ultrapassar a capacidade de resposta dos serviços de saúde.
A OMS considera que este é o surto de ébola com a propagação mais rápida alguma vez registada naquele país. A estirpe Bundibugyo continua sem vacina ou tratamento específico aprovados internacionalmente, o que dificulta o controlo da doença.
As equipas da organização prosseguem as ações de sensibilização junto das comunidades, incentivando a procura atempada de cuidados médicos, o acompanhamento clínico dos doentes e o reforço da vigilância epidemiológica, com o objetivo de interromper as cadeias de transmissão.
Apesar do agravamento da situação, começam a surgir alguns sinais de estabilização em Mongbwalu, na província de Ituri, localidade onde o surto foi inicialmente identificado.
O vírus Bundibugyo é uma das estirpes do vírus do ébola e caracteriza-se pelo seu elevado potencial de transmissão. Em surtos anteriores, como os de 2007 no Uganda e de 2012 na República Democrática do Congo, a taxa de letalidade atingiu cerca de 30%.
A doença manifesta-se, numa fase inicial, com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dores musculares e fadiga. Nos casos mais graves, pode evoluir para hemorragias e outras complicações severas, apresentando uma taxa de letalidade que pode atingir os 40%.
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Equipa da Tatoli




