SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, 17 de julho de 2026 (TATOLI) – O Ministro da Economia e Finanças de São Tomé e Príncipe, Gareth Guadalupe, destacou o papel do g7+ como parceiro próximo do país e referiu que a presença da Missão de Observação Eleitoral (MOE) é uma demonstração de boa vontade e solidariedade da organização.
A afirmação foi feita durante um encontro com a MOE do g7+, que se encontra em São Tomé e Príncipe para acompanhar as eleições presidenciais marcadas para 19 de julho.
“O g7+ é um parceiro muito amigo e importante de São Tomé e Príncipe. O facto de terem decidido vir a São Tomé é uma prova da boa vontade do g7+”, disse Gareth Guadalupe.
Durante o encontro, o ministro explicou que o país enfrenta atualmente dificuldades económicas, devido ao aumento dos preços internacionais e à forte dependência das importações, situação que tem pressionado os recursos públicos.
Gareth Guadalupe afirmou, contudo, que o Governo conseguiu assegurar o financiamento das eleições presidenciais, através de receitas internas e de fundos de contrapartida provenientes de um apoio do Japão.
“Estamos a atravessar tempos muito difíceis. O aumento dos preços está a desviar recursos que deveriam ser utilizados para salários, medicamentos e outros serviços essenciais. Mas, até agora, conseguimos financiar as eleições”, afirmou.
O governante salientou ainda que São Tomé e Príncipe terá um novo desafio eleitoral nos próximos meses, com a realização de eleições legislativas, defendendo que os processos eleitorais são parte essencial da democracia. “A democracia não é barata e as eleições fazem parte da democracia”, referiu
Por sua vez, o Chefe da MOE do g7+, Floyd Oxley Sayor, agradeceu a disponibilidade do ministro e reconheceu o papel do Ministério da Economia e Finanças na organização financeira do processo eleitoral.
O dirigente explicou que a missão tem realizado encontros com diferentes instituições nacionais, incluindo o Presidente da República, Carlos Vila Nova, o Primeiro-Ministro, Américo d’Oliveira dos Ramos, representantes da sociedade civil, da Polícia e de partidos políticos, com o objetivo de compreender o ambiente político antes da votação.
“O nosso objetivo é apoiar o processo democrático, para garantir que a comunidade internacional veja que o processo é credível, pacífico e justo”, afirmou.
Por sua vez, o Diretor operacional do g7+, Felix Piedade, aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo de São Tomé e Príncipe pelo apoio prestado à missão, destacando o trabalho de coordenação realizado pelo ponto focal da organização no país para garantir a preparação dos encontros e o apoio logístico.
Felix Piedade informou também sobre os resultados do sexto encontro do g7+, realizado em abril de 2025, em Lisboa, onde foram eleitas as vice-presidentes da organização, representantes da Libéria e do Congo.
O responsável anunciou ainda que está em preparação uma proposta sobre a contribuição anual dos Estados-Membros, estimada em cerca de 15 mil dólares americanos por ano para cada membro.
Segundo Felix Piedade, outro ponto em destaque é a próxima reunião do g7+, prevista para Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




