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CPLP defende património documental comum

CPLP defende património documental comum

A Secretária-Executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim. Foto:CPLP

DÍLI, 3 de julho de 2026 (TATOLI) – O Seminário Internacional dos Arquivos de Língua Portuguesa, realizado na quarta-feira, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, reforçou o compromisso dos Estados-Membros com a preservação da memória histórica e com a valorização do património arquivístico comum.

Integrado nas comemorações do 30.º aniversário da organização, o evento decorreu sob o tema Património Arquivístico Comum como Memória Histórica da CPLP e reuniu representantes dos arquivos nacionais dos Estados-Membros, especialistas e instituições ligadas à preservação documental.

Na sessão de abertura, a Secretária-Executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, destacou que a preservação do património documental constitui um instrumento essencial para fortalecer a memória coletiva, promover a cooperação e valorizar a língua portuguesa enquanto elemento de união entre os povos da comunidade.

A responsável sublinhou ainda que os arquivos desempenham um papel fundamental na consolidação da identidade nacional e institucional, na promoção da transparência e da investigação científica e na melhoria dos processos de decisão.

Maria de Fátima Jardim recordou a criação da Rede de Arquivos Nacionais da CPLP, em Luanda, em 2024, bem como a adoção da Declaração de Luanda, que definiu como prioridades a preservação da memória histórica coletiva, a digitalização dos acervos documentais, o acesso ao património arquivístico e o reforço das capacidades técnicas e institucionais.

Por sua vez, a Representante Permanente de Timor-Leste junto da CPLP e presidente em exercício da organização, Natália Carrascalão, defendeu o reforço da Rede de Arquivos Nacionais da CPLP como um instrumento estratégico para aprofundar a cooperação entre os Estados-Membros.

A diplomata destacou os progressos alcançados pela rede e salientou que o trabalho conjunto tem contribuído para a preservação da história comum, defendendo igualmente uma maior partilha de boas práticas, soluções tecnológicas e programas de formação para se enfrentar desafios como a digitalização, a preservação digital de longo prazo e o acesso à informação.

Na mesma linha, o Secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos, afirmou que os arquivos são indispensáveis para preservar a memória coletiva, garantir o acesso à verdade histórica, proteger direitos e permitir a reconstrução dos factos.

O governante alertou, contudo, que a crescente produção de informação em formato digital tornou a memória mais vulnerável devido à degradação dos suportes, à obsolescência tecnológica e à dependência de plataformas privadas, defendendo que a preservação, digitalização e gestão técnica dos arquivos devem continuar a ser uma responsabilidade pública.

Ao longo do encontro realizaram-se quatro painéis dedicados à construção de um património arquivístico comum da CPLP, durante os quais foram debatidos temas como a preservação da memória histórica, a digitalização dos acervos, a normalização arquivística, a preservação digital de longo prazo, a cooperação técnica entre os Estados-Membros e o desenvolvimento de plataformas digitais partilhadas.

Os participantes defenderam ainda o reforço da formação de profissionais, da investigação científica e das parcerias entre arquivos, universidades, museus e bibliotecas, considerando estas iniciativas fundamentais para assegurar a preservação e valorização do património documental comum.

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Equipa da Tatoli

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