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ONU: Assassinatos de defensores dos direitos humanos atingem recorde em 2025

ONU: Assassinatos de defensores dos direitos humanos atingem recorde em 2025

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DÍLI, 19 de junho de 2026 (TATOLI) – Os ataques contra defensores dos direitos humanos atingiram níveis sem precedentes em 2025, com cerca de 950 ativistas, jornalistas e sindicalistas mortos ou vítimas de desaparecimento forçado em todo o mundo, revelou esta quarta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR, em inglês).

Os dados constam do relatório Human Rights Count 2026, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e mostram um agravamento significativo da violência contra aqueles que trabalham na defesa dos direitos fundamentais. O número de vítimas registado no último ano representa mais do dobro do verificado há uma década.

Segundo o documento, desde 2015 foram mortos pelo menos 5.995 defensores dos direitos humanos, tornando este período o mais mortífero de que há registo para este grupo.

Além da violência dirigida aos defensores dos direitos humanos, o documento traça um retrato preocupante da situação global dos direitos fundamentais. Entre as principais conclusões, destaca-se o facto de uma pessoa ligada à defesa dos direitos humanos, ao jornalismo ou ao movimento sindical ser morta ou desaparecer a cada dez horas. O relatório indica ainda que uma criança perde a vida em conflitos armados a cada hora e que uma em cada cinco pessoas sofreu algum tipo de discriminação durante o último ano.

O Human Rights Count 2026 reúne dados sobre ataques a defensores dos direitos humanos, mortes de civis em conflitos, padrões de discriminação e o estado das instituições responsáveis pela proteção dos direitos humanos em diferentes regiões do mundo.

A divulgação do relatório coincidiu com o arranque do segmento anual dedicado aos assuntos humanitários do Conselho Económico e Social da ONU, uma reunião de três dias que junta Estados-Membros, organismos internacionais, parceiros de desenvolvimento e representantes do setor privado para discutir os desafios que a comunidade humanitária enfrenta.

Na sessão de abertura, o Coordenador de Socorro de Emergência da ONU, Tom Fletcher, alertou que o fosso entre as necessidades humanitárias globais e a capacidade de resposta das organizações de ajuda está a aumentar.

Segundo o responsável, as agências humanitárias enfrentam simultaneamente um aumento das necessidades e uma redução dos recursos financeiros disponíveis, situação que compromete a prestação de assistência às populações mais vulneráveis.

Tom Fletcher sublinhou igualmente que o respeito pelo direito internacional humanitário e a proteção dos trabalhadores humanitários continuam a ser condições essenciais para garantir uma resposta eficaz às crises.

“O futuro da ação humanitária não será decidido apenas pelos trabalhadores humanitários”, afirmou, apelando aos Governos, às partes envolvidas em conflitos, aos doadores, aos parceiros de desenvolvimento e ao setor privado para reforçarem o seu compromisso com a assistência humanitária.

O debate deverá prosseguir até sexta-feira, com enfoque no financiamento da ajuda humanitária, na proteção dos civis em contextos de conflito e na procura de soluções para responder ao aumento das crises em várias regiões do mundo.

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Equipa da Tatoli

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