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Ramos-Horta condena violência indiscriminada e aplicação seletiva do direito internacional no Fórum Global de Baku

Ramos-Horta condena violência indiscriminada e aplicação seletiva do direito internacional no Fórum Global de Baku

O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, representou Timor-Leste na cerimónia de abertura do XIII Fórum Global de Baku, que decorreu no Palácio Gulustan, no Azerbaijão. Foto do GPR

DÍLI, 13 de março de 2026 (TATOLI) – O Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, representou Timor-Leste na cerimónia de abertura do XIII Fórum Global de Baku, que decorreu no Palácio Gulustan, no Azerbaijão. O evento reuniu uma vasta gama de figuras de destaque, incluindo o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, ex-Chefes de Estado, altos responsáveis da Organização das Nações Unidas (ONU) e especialistas internacionais.

O Fórum Global de Baku, um dos maiores encontros internacionais de líderes, pensadores e académicos, proporcionou uma plataforma para discutir as questões mais urgentes do cenário geopolítico atual. Durante o evento, Ramos-Horta interveio no primeiro grande debate, lançando um apelo incisivo pela paz, pela justiça e pela proteção dos direitos humanos face às crises globais em intensificação.

Ramos-Horta abordou os devastadores efeitos humanitários dos conflitos em várias regiões do mundo, com particular destaque para as perdas de vidas civis no Irão, na Palestina e na Ucrânia.

O Chefe de Estado timorense condenou de forma veemente a violência indiscriminada e a aplicação seletiva do direito internacional, alertando para o risco de uma crescente desconfiança entre as nações devido à manipulação das normas internacionais, que frequentemente favorecem apenas os países mais poderosos.

O PR destacou o papel crucial dos pequenos e médios países na defesa de uma ordem mundial baseada em regras e normas internacionais. Reforçou que o multilateralismo genuíno, baseado na igualdade entre as nações, é a única alternativa a um mundo dominado pela força bruta e pela imposição unilateral de poder.

Além disso, Ramos-Horta apelou a reformas urgentes no Conselho de Segurança da ONU, sublinhando a necessidade de uma ação conjunta contra a desinformação digital, que ameaça desestabilizar a ordem global. Reafirmou ainda o compromisso de Timor-Leste com os valores universais e a sua determinação em promover a paz e a justiça no cenário internacional.

Ao concluir a sua intervenção, o Chefe de Estado fez um alerta: “Se os pequenos e médios forem países excluídos da mesa multilateral, corremos o risco de sermos o prato principal das potências globais”. Sublinhou a importância de garantir que todas as nações, independentemente do seu tamanho, tenham voz e representação nas instituições internacionais.

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Equipa da Tatoli

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