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IADE capacita antigos trabalhadores no estrangeiro com formação em plano de negócios

IADE capacita antigos trabalhadores no estrangeiro com formação em plano de negócios

O Diretor-Geral da SEFOPE, Carlito Cabral. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 2 de março de 2026 (TATOLI) – Está a decorrer até ao dia 6 de março, no salão do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial (IADE), uma formação em plano de negócios destinada a 22 timorenses que já trabalharam na Austrália e na Coreia do Sul.

A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego (SEFOPE) e pelo IADE, contando com o apoio financeiro da União Europeia, em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho.

O Diretor-Executivo do IADE, Filomeno Belo, afirmou que a formação visa reforçar os conhecimentos e as capacidades dos jovens na área do empreendedorismo. A ação centra-se no desenvolvimento de planos de negócio, estratégias de marketing, gestão financeira e acesso a capital.

“A formação ajuda os participantes a desenvolver ideias de negócio e a elaborar o respetivo plano. Muitos trabalhadores regressam do estrangeiro com poupanças, mas sem uma ideia clara de investimento. Por isso, é importante capacitá-los para que possam tornar-se empregadores e criar oportunidades de trabalho para outros”, afirmou o dirigente à Tatoli, em Bebora, Díli.

O responsável explicou que a formação também está a decorrer noutros municípios, acrescentando que, na semana passada, foi realizada uma sessão semelhante para 16 ex-trabalhadores da Austrália, em Baucau.

Por sua vez, o Diretor-Geral da SEFOPE, Carlito Cabral, destacou a importância da iniciativa para apoiar os trabalhadores no desenvolvimento de ideias de negócio.

O responsável referiu que o principal objetivo dos programas de mobilização de trabalhadores para o estrangeiro é permitir que adquiram competências e poupanças para que, ao regressarem, não permaneçam apenas como trabalhadores, mas possam também tornar-se empregadores.

Segundo dados do IADE, a maioria dos trabalhadores que regressam do estrangeiro investe em negócios próprios, nomeadamente em áreas como comércio, horticultura e pecuária, incluindo criação de animais e piscicultura.

Na mesma linha, a antiga trabalhadora na Austrália Madalena Guterres  agradeceu ao Governo a iniciativa. Recordou que trabalhou naquele país entre 2012 e 2025 e conseguiu poupar o suficiente para construir uma casa e adquirir um terreno, mas ainda não tinha uma ideia de negócio.

“Participo nesta formação com a esperança de que me ajude a desenvolver uma ideia de negócio”, referiu.

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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