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Xanana Gusmão defende promoção contínua do Tais como identidade nacional

Xanana Gusmão defende promoção contínua do Tais como identidade nacional

Uma mulher está a tecer Tais. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 1 de fevereiro de 2026 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, afirmou que o Tais deve ser objeto de contínua exploração e promoção, dado o seu valor enquanto identidade nacional.

A declaração foi feita durante um desfile de moda realizado este sábado no Centro de Convenções de Díli, sob o tema Hau Tais ba Hau Rai. O evento reuniu dezenas de modelos nacionais e estrangeiros.

A iniciativa, promovida pela empresa timorense Timor Modeling Agency, procurou transformar o Tais, criando peças de roupa modernas, mas sem perder a essência e a originalidade do tecido tradicional.

“Este evento é muito positivo, porque os jovens exploram a nossa identidade, garantindo que não a esquecemos. Assim, quando formos ao estrangeiro e usarmos o Tais, as pessoas irão reconhecer que somos de Timor-Leste”, disse o Chefe do Governo em declarações aos jornalistas.

Xanana Gusmão recordou ainda que o Tais varia de região para região, representando a cultura e os costumes de cada zona. Referiu que essas diferenças devem ser expostas e conhecidas pelo público.

O Chefe do Executivo sublinhou também a importância de se adaptar o Tais ao vestuário contemporâneo, reconhecendo que algumas pessoas já não apreciam usá-lo por ser quente e pesado.

Por sua vez, o Diretor-Geral da Timor Modeling Agency, Epifânio Xavier, explicou que o tema do evento Hau Tais ba Hau Rai não se limita ao Tais enquanto pano tradicional. “É identidade, é história, é a palavra dos nossos antepassados, é um símbolo da nossa terra, da nossa cultura e da nossa vida enquanto povo timorense”, afirmou.

O dirigente salientou que, num mundo em rápida mudança, a cultura tradicional pode desaparecer se não houver uma nova geração disposta a aprender, a preservar e a promover os seus valores. Acredita que a moda e a cultura podem caminhar juntas. “Os modelos não fazem apenas desfiles; tornam-se também embaixadores culturais, mostrando ao mundo que Timor-Leste possui uma riqueza que não pode ser copiada”, acrescentou.

Segundo Epifânio Xavier, no contexto do turismo, do comércio, da indústria criativa e do desenvolvimento da juventude, o Tais pode tornar-se uma ponte que liga a cultura à economia.

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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