iklan

ECONOMIA, HEADLINE

TANE identifica adulteração da data de validade de diversos produtos

TANE identifica adulteração da data de validade de diversos produtos

O Presidente da TANE, Robin Araújo.

DÍLI, 26 de janeiro de 2026 (TATOLI) – A Associação de Defesa dos Consumidores de Timor-Leste (TANE) supervisionou várias lojas e supermercados em Díli, no final do ano passado, tendo identificado diversas irregularidades, como a adulteração da data de validade de produtos.

Segundo o Presidente da TANE, Robin Araújo, foram detetadas situações em que os comerciantes recorriam ao uso de autocolantes para ocultar as datas de validade de produtos, como pão, doces e peixe.

“Fizemos uma monitorização a cerca de 250 lojas e supermercados. O nosso trabalho irá continuar, por isso esperamos que as autoridades tomem medidas mais eficazes para que os comerciantes não manipulem as datas de validade com autocolantes”, disse o dirigente, durante uma conferência de imprensa realizada hoje no Bairro Pité.

Outras das irregularidades identificadas foi o facto de muitas das lojas não usarem caixas registadoras, tidas como essenciais para a transparência contabilística e agilização do serviço ao cliente. “Como é que os consumidores podem, por exemplo, devolver ou trocar um produto se não recebem o recibo da compra?”, questionou.

Além disso, foram detetadas irregularidades no prazo de garantia de produtos eletrónicos, constatando-se que alguns estabelecimentos comerciais indicavam garantias extremamente curtas. Contudo, alerta Robin Araújo, a Lei nº 08/2026 que regula a garantia de produtos eletrónicos estabelece que estes devem ter uma garantia mínima de um ano.

“Verificamos também que algumas lojas não fazem separam os produtos, vendendo produtos alimentares juntamente com materiais de construção”, relatou.

A TANE apelou aos proprietários de lojas, especialmente às de origem chinesa, para que implementem caixas registadoras, que garantam a emissão de recibos e proporcionem um melhor serviço aos consumidores. A associação instou ainda as autoridades competentes, como a Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica e Sanitária, a intensificar os esforços no combate a estas práticas que prejudicam os consumidores.

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

iklan
iklan

Leave a Reply

iklan
error: Content is protected !!