DÍLI, 15 de janeiro de 2026 (TATOLI) — Timor-Leste recebeu, em 2025, cerca de 15,2 milhões de dólares americanos em remessas provenientes de trabalhadores timorenses na Austrália e na Coreia do Sul, no âmbito do programa de mobilidade laboral gerido pela Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego (SEFOPE).
A informação foi avançada pelo Diretor Nacional do Emprego no Estrangeiro da SEFOPE, João Correia, que destacou que, para além de melhorarem as condições de vida das suas famílias, os trabalhadores no exterior contribuem anualmente para a economia nacional através do envio de remessas.
“Desde 2018, os timorenses a trabalhar na Austrália e na Coreia do Sul já enviaram para Timor-Leste mais de 101,4 milhões”, informou o dirigente à Tatoli, no City 8, Manleuana, Díli.
Segundo o responsável, no ano passado, o Governo enviou 4.840 trabalhadores timorenses para a Austrália e 791 para a Coreia do Sul, sendo estes os principais países de destino no âmbito dos programas de mobilidade laboral.
No mesmo ano, o Executivo enviou ainda 64 trabalhadores para o Japão, três dos quais já regressaram a Timor-Leste.
Recorde-se que, em março de 2025, o Banco Central de Timor-Leste (BCTL) tinha divulgado dados que indicavam que os trabalhadores timorenses na Coreia do Sul, na Austrália, na República da Irlanda, no Reino Unido e noutros países tinham enviado, em 2024, um total de 244,8 milhões de dólares em remessas para Timor-Leste.
As maiores contribuições tiveram origem no Reino Unido, com cerca de cem milhões de dólares, seguido da Austrália com 61 milhões, da Coreia do Sul com 44,8 milhões, e de outros países que contribuíram com cerca de 39 milhões de dólares.
De acordo com o Governador do BCTL, Hélder Lopes, este montante representa 14,5% do Produto Interno Bruto, sublinhando a importância significativa das remessas para a economia nacional.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




