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Lançamento da primeira pedra da Biblioteca Nacional previsto para março

O Governo e parceiros de desenvolvimento assinaram, esta sexta-feira, no City8, em Manleuana, Díli, os acordos necessários para a construção da Biblioteca Nacional. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 19 de dezembro de 2025 (TATOLI) – O Governo e parceiros de desenvolvimento assinaram, esta sexta-feira, no City8, em Manleuana, Díli, os acordos necessários para a construção da Biblioteca Nacional, cuja cerimónia de lançamento da primeira pedra está prevista para março de 2026, após vários adiamentos.

Foram assinados quatro instrumentos: o Acordo de Financiamento entre a Autoridade Nacional do Petróleo (ANP) e a empresa petrolífera ENI Timor-Leste; o Acordo entre a ANP e a Secretaria de Estado da Arte e da Cultura (SEAC); o Contrato de Consultoria para a Supervisão do Projeto entre a ANP e a CHL-KHAIR JV; e o Contrato de Conceção e Construção do Projeto entre a ANP e a CGCOC-ASUC JV.

Na sua intervenção, o Presidente da ANP, Gualdino da Silva, afirmou que os documentos criam a base legal e financeira necessária à execução do projeto, assegurando transparência nos pagamentos e rigor na fiscalização técnica.

Por sua vez, o Secretário de Estado da tutela, Jorge Cristóvão, afirmou que os acordos resultam de um longo processo de preparação técnica e administrativa, prevendo-se que a construção tenha uma duração entre 18 e 20 meses.

“A partir de março de 2026, com o lançamento da primeira pedra, a obra poderá avançar de forma efetiva”, afirmou, acrescentando que a SEAC vai contribuir com dois milhões de dólares americanos para apoiar a implementação do projeto.

Jorge Cristóvão apelou ainda ao cumprimento rigoroso dos compromissos assumidos, para evitar novas interrupções.

A representante da ENI Timor-Leste, Angelina Branco, recordou que o compromisso financeiro da empresa remonta a 2010.

“Os fundos estão assegurados e o acordo agora assinado com a ANP define um processo transparente relativo ao pagamento da contribuição para a construção da biblioteca”, afirmou.

Já o representante do consórcio CGCOC-ASUC JV, Li Dong, garantiu que a empresa cumprirá todos os padrões técnicos e de qualidade exigidos, manifestando confiança de que a Biblioteca Nacional se tornará um edifício emblemático do país.

Vale recordar que o projeto da Biblioteca Nacional enfrentou sucessivos adiamentos ao longo da última década, devido a constrangimentos administrativos, alterações no modelo de financiamento e à desistência de empresas anteriormente selecionadas.

Apesar de a ENI Timor-Leste ter assegurado, desde 2010, um financiamento de cerca de dez milhões, e de o Governo ter avançado com algumas obras preliminares concluídas em 2021, os concursos públicos lançados posteriormente não tiveram continuidade.  O Executivo espera agora ultrapassar esta situação com a formalização dos novos acordos.

Notícia relevante: Novo concurso para a construção da Biblioteca Nacional marcado para 2024

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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