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Seminário destaca papel crucial da liderança feminina na democracia e no desenvolvimento

Seminário destaca papel crucial da liderança feminina na democracia e no desenvolvimento

A Secretaria de Estado da Igualdade (SEI) realizou, hoje, no Salão Laline Lariguto da Comissão Nacional de Eleições, em Díli, um seminário, sob o tema A Liderança das Mulheres Reforça a Democracia e o Desenvolvimento Nacional. Foto de Ivonia da Silva

DÍLI, 16 de dezembro de 2025 (TATOLI) – A Secretaria de Estado da Igualdade (SEI) realizou, hoje, no Salão Laline Lariguto da Comissão Nacional de Eleições, em Díli, um seminário, sob o tema A Liderança das Mulheres Reforça a Democracia e o Desenvolvimento Nacional.

O evento visou apelar à reflexão de que a democracia não se resume apenas a eleições ou instituições, mas envolve igualmente representação, inclusão e participação em condições de igualdade.

A iniciativa reuniu deputados, membros do Governo, representantes de associações de mulheres, de partidos políticos, de autoridades locais e de parceiros de desenvolvimento.

Intervindo no evento, a Secretária de Estado da tutela, Elvina Carvalho, disse que o encontro permitiu refletir sobre os progressos da iniciativa Mulheres Prontas para Liderar, implementada desde 2021, com vista ao reforço da participação das mulheres nas eleições de 2021-2025.

De acordo com a governante, passados cinco anos, impõe-se uma avaliação para identificar o que correu bem, o que precisa de ser melhorado e que recomendações devem ser tidas em conta para os próximos anos.

Foi sublinhado, no seminário, que a democracia vai além das eleições e das instituições, assentando também na representação, inclusão e participação em igualdade. “Uma democracia forte e plena só é possível quando metade da população de Timor-Leste — as mulheres — está representada na liderança e nos processos de tomada de decisão, do nível local ao nacional. Por isso, a liderança feminina não é apenas um objetivo simbólico, mas uma necessidade para a democracia”, referiu Elvina Carvalho.

“Hoje celebramos os progressos alcançados em conjunto, que permitiram aumentar o número de mulheres em cargos de liderança com um papel central no desenvolvimento nacional. O desenvolvimento sustentável exige políticas inclusivas capazes de responder às desigualdades, à pobreza, à violência e à discriminação”, acrescentou.

A mesma fonte sublinhou que as mulheres líderes contribuem com experiências e perspetivas que ajudam a criar políticas adequadas às necessidades reais das famílias, das comunidades e dos grupos marginalizados.

Segundo a governante, apesar dos avanços legais e do aumento do número de mulheres capacitadas através de programas como Mulheres Prontas para Liderar, continuam a existir barreiras à participação feminina na política e na liderança. “Entre elas estão os estereótipos de género, o acesso limitado à educação e à formação, os espaços políticos restritos, a violência política e as ameaças digitais, incluindo a desinformação. Estes obstáculos não só limitam a presença das mulheres, como também enfraquecem a democracia e prejudicam o desenvolvimento”, disse.

Para responder a estes desafios, Elvina Carvalho destacou a necessidade de uma ação coletiva e contínua. Esta inclui o quadro estratégico focado em:

  • Reforçar leis e políticas que promovam a igualdade de género e protejam os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência, assegurando o acesso à informação, incluindo nas áreas rurais;
  • Investir no desenvolvimento da liderança, da mentoria e das capacidades para mulheres, meninas e pessoas com deficiência;
  • Garantir espaços políticos e públicos seguros, inclusivos e livres de violência — tanto offline como online;
  • Promover a liderança feminina a nível nacional, utilizando os meios de comunicação para dar visibilidade às mulheres líderes e valorizar a sua contribuição para a mudança nas comunidades.

Por sua vez, a Presidente da Comissão C do Parlamento Nacional, responsável pelas Finanças Públicas, Cedelizia dos Santos, afirmou que os esforços das mulheres para ocuparem cargos no Governo, na Polícia Nacional e nas Forças Armadas não se medem pela quantidade, mas sim pela qualidade da liderança.

“Nós, mulheres, devemo-nos apoiar umas às outras para avançar e aumentar a nossa representação na liderança”, referiu.

Notícia relevante: Igualdade de género e desafios na liderança feminina destacados em seminário

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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