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MS aposta no método SMART para melhorar saúde materna e planeamento familiar

MS aposta no método SMART para melhorar saúde materna e planeamento familiar

Ministério da Saúde (MS), em parceria com a UNFPA, realizou um seminário sobre o método SMART, uma ferramenta que permite definir metas mais eficazes com base em cinco critérios — Específico, Mensurável, Atingível, Relevante e com Prazo definido. Foto do MS

DÍLI, 28 de outubro de 2025 (TATOLI) – Está a decorrer até ao dia 30, no Suai Room do Timor Plaza, um seminário sobre o método SMART, uma ferramenta que permite definir metas mais eficazes com base em cinco critérios — Específico, Mensurável, Atingível, Relevante e com Prazo definido.

O método SMART serve para tornar os objetivos mais organizados, claros e alcançáveis, ajudando na gestão de tempo, avaliação de resultados e eficiência de projetos — seja na saúde, educação, gestão comunitária, planeamento familiar ou até no desenvolvimento pessoal.

A iniciativa foi organizada pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), e tem como objetivos transformar compromissos em ações concretas e definir estratégias para reforçar os recursos nacionais e o programa de Planeamento Familiar.

O Vice-Ministro para a Operacionalização dos Hospitais, Flávio Brandão, reafirmou o compromisso do MS em reforçar o programa nacional de planeamento familiar e garantir que todas as famílias possam fazer escolhas informadas sobre a sua saúde reprodutiva.

“Investir no planeamento familiar é investir no futuro da nossa nação. É um investimento que empodera as mulheres, apoia as famílias e impulsiona o desenvolvimento social e económico. Através de parcerias nacionais sólidas e de uma advocacia eficaz, podemos garantir que os serviços de planeamento familiar sejam acessíveis e sustentáveis para as gerações futuras”, afirmou o governante.

O vice-ministro afirmou também que esta abordagem pode melhorar o setor da saúde, “ajudando a reduzir a mortalidade materna e a combater a má nutrição no país”.

“Sem apoio à saúde familiar e ao planeamento familiar, as famílias com muitos filhos enfrentam mais dificuldades, o que afeta a nutrição das crianças e aumenta a taxa de desnutrição no país”, acrescentou.

Por sua vez, a Representante da UNFPA em Timor-Leste, Navchaa Suren, sublinhou que “o direito das mulheres e dos casais de decidir livremente se, quando e quantos filhos querem ter é de importância fundamental”.

Navchaa Suren aproveitou oportunidade para anunciar que, este ano, a entidade irá estabelecer seis Centros de Cuidados Obstétricos de Emergência Neonatal Básicos em Ermera, Manufahi, Covalima, Bobonaro e Oé-Cusse.

Segundo a responsável, o objetivo é reforçar a prestação de serviços de saúde materna e neonatal, garantindo melhores cuidados às mães e assistência de emergência aos recém-nascidos. Este projeto conta com o apoio do Governo do Japão e resulta de uma colaboração entre o MS, a UNFPA e o Executivo da Tailândia, através da Embaixada tailandesa em Timor-Leste.

Conforme fonte do MS, Timor-Leste tem feito progressos na melhoria da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, no entanto, as necessidades de planeamento familiar ainda não estão totalmente satisfeitas. Cerca de uma em cada quatro mulheres que desejam espaçar ou evitar uma gravidez não têm acesso a métodos modernos de planeamento familiar.

Estiveram presentes no evento, entre outros, profissionais de saúde e dirigentes do MS, de hospitais e de centros de saúde.

Notícia relevante: Planeamento familiar contribui para redução da mortalidade materno-infantil

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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