DÍLI, 23 de setembro de 2025 (TATOLI) – A Menzies, Escola Australiana de Investigação em Saúde, e o Ministério da Saúde, já libertaram mais de 56 mil ovos de mosquitos com Wolbachia, armazenados em cápsulas, em locais de risco de Díli.
A iniciativa, que visa contribuir para a eliminação de dengue, chikungunya e zika, foi lançada a 8 de agosto, no Largo de Lecidere.
Segundo a gerente do programa da Menzies em Timor-Leste, Maria Assunção Gama, a implementação é levada a cabo por 32 equipas, que, entretanto, já libertaram os referidos mosquitos em vários pontos dos postos administrativos de Vera Cruz, Dom Aleixo, Nain feto e Cristo Rei.
A responsável salientou que cada cápsula contém, pelo menos, ovos de 200 mosquitos fêmeas.
A Wolbachia é uma bactéria natural e inofensiva para as pessoas. Sabe-se que está no organismo de cerca de 60% das espécies de insetos, incluindo moscas da fruta, libélulas e traças.
A distribuição de cápsulas de ovos de mosquito portadores da bactéria Wolbachia é um método de combate à dengue. Os ovos de mosquito Aedes aegypti são manipulados em laboratório para conter a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão do vírus da dengue. Os ovos são libertados em áreas de risco e, quando eclodem, os mosquitos reproduzem-se e transmitem a Wolbachia para as próximas gerações, reduzindo a capacidade de a população de mosquitos transmitir a doença.
Notícia relevante: Libertados mais de oito mil mosquitos portadores da bactéria Wolbachia
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




