DÍLI, 15 de setembro de 2025 (TATOLI) – Está a decorrer até ao dia 19, no Timor Plaza, em Díli, um seminário dedicado ao reforço da igualdade de género e da resiliência cibernética para a paz em Timor-Leste.
A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado da Igualdade em parceria com a ONU Mulheres e com a Universidade das Nações Unidas, em Macau, conta com o apoio do Governo da Austrália.
A Secretária de Estado da Igualdade, Elvina Carvalho, alertou para as crescentes ameaças à segurança no ciberespaço, que vão desde a violência de género online ao assédio cibernético, à disseminação de desinformação e ao uso crescente de plataformas digitais para o tráfico humano e outras formas de exploração.
“Não são neutras em termos de género, e a dinâmica das relações de poder, discriminação e exclusão que existe online está a ser reproduzida e intensificada nesse espaço”, afirmou.
Elvina Carvalho sublinhou ainda que o Governo adotou “medidas visionárias para garantir que as suas políticas de segurança refletem as realidades atuais, em particular a experiência vivida por mulheres e raparigas”.
“Por exemplo, no recentemente aprovado Segundo Plano de Ação Nacional sobre Mulheres, Paz e Segurança, para o período de 2024 a 2028, adotámos uma visão prospetiva e inclusiva da construção da paz, que reconhece o ciberespaço como um domínio crítico para o avanço da agenda de paz e segurança das mulheres”, recordou.
Por sua vez, a representante da ONU Mulheres em Timor-Leste, Nishtha Satyam, realçou que o último relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre violência contra mulheres e raparigas, destaca que as tecnologias digitais estão a impulsionar novas formas de abuso, como violência baseada em imagens, pornografia, desinformação de género, disseminação de discurso de ódio, assédio e violência de género.
Nishtha Satyam manifestou preocupação com a falta da literacia digital, sublinhando que “uma pessoa com baixa literacia digital tem mais dificuldade em distinguir fontes confiáveis de informação, ficando mais vulnerável à desinformação”. Acrescentou ainda que “não conhece as medidas de segurança e não sabe como denunciar o conteúdo”.
Recorde-se que o Instituto para a Defesa dos Direitos das Crianças registou, no ano passado, três casos de abuso infantil online.
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Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




