DÍLI, 05 de agosto de 2025 (TATOLI) – O rendimento do investimento do Fundo Petrolífero atingiu os 735,86 milhões de dólares americanos no segundo trimestre de 2025, face ao trimestre anterior, no qual detinha 226,65 milhões, revela o relatório do Banco Central de Timor-Leste (BCTL).
De acordo com o Relatório Trimestral do Fundo Petrolífero, publicado pelo BCTL, o saldo global do Fundo aumentou para 18,74 mil milhões, face aos 18,25 mil milhões registados entre janeiro e março.
O Diretor-Executivo do Departamento de Gestão do Fundo Petrolífero, Tobias Ferreira, explicou que, durante o período, as entradas brutas de capital foram de 12,2 milhões. Já o rendimento de investimento do Fundo foi de 735,86 milhões, sendo que 148,80 milhões correspondem a dividendos e juros e 587,06 milhões a movimentos do valor de mercado.
“O retorno para a carteira do Fundo foi de 4,14%, enquanto o do referencial para o mesmo período foi de 4,15%”, afirmou o dirigente, numa conferência de imprensa, em Díli.
O responsável sublinhou que a gestão dos investimentos é conduzida pelo BCTL, de acordo com a estratégia definida pelo Ministério das Finanças, conforme estipulado na Lei do Fundo Petrolífero.
Tobias Ferreira adiantou também que durante o mesmo período as saídas de dinheiro do Fundo atingiram os 253,77 milhões, sendo que 250 milhões daqueles foram transferidos para a Conta do Tesouro com vista ao financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE), enquanto os restantes 3,77 milhões serviram para cobrir os custos de gestão operacional.
O dirigente frisou ainda que desde a criação do Fundo Petrolífero a receita totalizou cerca de 25,27 mil milhões, sendo que o retorno do investimento no mercado financeiro foi de 11,22 mil milhões, o que corresponde a uma média anual de 4,56%. Já o total de levantamentos de dinheiro para financiar o OGE ascende os 17,91 mil milhões.
Por sua vez, a responsável da Gestão de Riscos do Departamento de Investimentos do BCTL, Eligia de Almeida, salientou que o desempenho positivo do Fundo foi impulsionado pela recuperação nos mercados financeiros internacionais.
“Os mercados acionistas globais recuperaram das perdas do primeiro trimestre, enquanto os rendimentos das obrigações desceram, o que aumentou o valor dos ativos. Esta conjuntura favoreceu o desempenho do Fundo ao longo do trimestre”, afirmou.
A responsável destacou, igualmente, a retoma do setor industrial a nível global, com particular incidência nos Estados Unidos da América, na China e no Japão. O Produto Interno Bruto estadunidense registou um crescimento de 3% no segundo trimestre, após uma contração de 0,5% nos três meses anteriores.
“A estabilidade no mercado de trabalho e a inflação acima da meta dos 2% levaram a Reserva Federal a manter as taxas de juro entre 4,25% e 4,50%. Simultaneamente, os bancos centrais da Europa e do Japão adotaram medidas de política monetária para conter a inflação e preservar a estabilidade económica”, referiu.
Eligia de Almeida acrescentou que estas condições contribuíram de forma positiva para os mercados financeiros e, consequentemente, para o desempenho do Fundo Petrolífero.
Já o analista do Ministério das Finanças, Cosme Araújo, afirmou que, desde janeiro, os rendimentos de investimento do Fundo aproximam-se dos mil milhões de dólares.
“O retorno é expressivo, especialmente considerando as dinâmicas das taxas de juro nos Estados Unidos. Os resultados alcançados até ao momento são extremamente positivos”, referiu.
Notícia relevanye: Saldo do Fundo Petrolífero desce para 18,25 mil milhões no primeiro trimestre de 2025
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




