DÍLI, 08 de julho de 2025 (TATOLI) – O Representante Permanente de Timor-Leste junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Embaixador Dionísio Babo, defendeu a importância da criação de zonas regionais de paz como instrumentos estratégicos para a prevenção de conflitos, para o reforço da estabilidade e para a promoção da solidariedade internacional.
A declaração foi proferida durante a reunião de alto nível da Assembleia-Geral da ONU sobre zonas regionais de paz, realizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
“As zonas regionais de paz oferecem um quadro visionário para prevenir conflitos, promover a estabilidade e criar confiança entre as nações. Estas zonas não são meramente espaços geográficos, mas compromissos políticos de não-agressão, respeito pela soberania e resolução pacífica de disputas através do diálogo e da compreensão mútua”, afirmou o diplomata, num comunicado a que a Tatoli teve acesso.
Dionísio Babo recordou que Timor-Leste “é um exemplo vivo do poder da diplomacia” e da determinação coletiva, tendo alcançado a sua independência através de um referendo pacífico sob os auspícios da ONU.
O Embaixador destacou ainda modelos de zonas de paz bem-sucedidas em várias regiões do mundo como a Ásia Central, a América Latina e Caraíbas, o Atlântico Sul e o Oceano Índico, onde os Estados se uniram para promover o desarmamento nuclear, para garantir a segurança marítima e para excluir interferências militares externas.
“Estes exemplos mostram que a paz não é um ideal abstrato, mas um sistema vivo que pode ser sustentado através do consenso regional, do respeito pelo direito internacional e de um compromisso contínuo entre as nações”, sublinhou.
Dionísio Babo defendeu ainda a criação de canais de comunicação abertos, o envolvimento de organizações regionais em diálogo cooperativo e o investimento em educação para a paz e em iniciativas lideradas por jovens, incluindo também o reforço dos mecanismos legais para a resolução pacífica de litígios e a harmonização das normas regionais com a Carta da ONU e o direito humanitário internacional.
O diplomata aproveitou a oportunidade, em nome de Timor-Leste, e reafirmou o compromisso do país com o multilateralismo. “A paz não pode ser imposta, tem de ser construída com paciência e com persistência e de forma inclusiva. Aproveitemos este momento para reafirmar a nossa responsabilidade partilhada de promover zonas de paz regionais”, apelou.
O representante timorense sublinhou, por fim, que Timor-Leste está pronto para colaborar com os Estados-Membros da ONU para transformar esta visão comum em realidade. “Comprometamo-nos a privilegiar o diálogo em vez do confronto, a inclusão em vez do isolamento e a solidariedade em vez da divisão”, concluiu.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editor: Rafael Ximenes de A. Belo




