DÍLI, 04 de julho de 2025 (TATOLI) – O Dia Nacional das Pessoas com Deficiência, celebrado anualmente a 04 de julho, será assinalado sob o tema Promover os direitos das pessoas com deficiência através do compromisso do Governo de não deixar ninguém para trás.
A este propósito, o Ministério da Solidariedade Social e Inclusão e parceiros de desenvolvimento assinalaram a efeméride com a realização de uma missa de ação de graças, uma marcha pela inclusão e com a distribuição de bens de primeira necessidade, em Manatuto.
O Presidente da República (PR), José Ramos Horta, na sua mensagem, lida pela Chefe de Casa Civil, Jesuína Gomes, referiu que o tema deste ano serviu como um claro apelo à ação: garantir que nenhuma pessoa com deficiência seja deixada para trás, no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque para o ODS relacionado com a “Redução das Desigualdades”.
O Chefe de Estado recordou que o Plano de Ação Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência 2021-2030 é um marco essencial, ao prever a inclusão nas áreas da educação, saúde, emprego, justiça e participação cívica. No entanto, reconheceu que persistem desafios devido à falta de dados fiáveis e de infraestruturas públicas acessíveis a todos, bem como à persistência do estigma e à excessiva dependência das Organizações Não-Governamentais para a prestação de serviços.
“Precisamos de reforçar o papel das Organizações de Pessoas com Deficiência, como protagonistas e parceiros ativos no desenvolvimento de políticas. As vozes das pessoas com deficiência devem estar no centro das decisões que as afetam”, referiu o PR, num comunicado a que a Tatoli teve acesso.
O Chefe de Estado apelou a uma ação inclusiva futura, defendendo a continuidade de campanhas de sensibilização, ações de formação em acessibilidade, debates públicos e iniciativas com impacto real.
“Acreditamos num Timor-Leste para todos e este sonho concretiza-se em pequenas e grandes ações: uma rampa bem construída, um documento civil emitido sem obstáculos, uma escola acessível, um tratamento respeitoso nos centros de saúde e serviços públicos, um emprego digno com salário adequado. Cada uma destas ações traduzem-se em dignidade, autonomia e participação”, frisou.
Segundo dados do Executivo, Timor-Leste conta com mais de 38 mil pessoas com deficiência, mais de 25 mil das quais não têm acesso à educação.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




