DÍLI, 27 de junho de 2025 (TATOLI) – No âmbito da 4.ª edição da Conferência das Comunidades Luso-Asiáticas, o docente da Universidade Nova da Lisboa João Paulo Oliveira destacou que a história e a cultura são a ponte que liga as comunidades luso-asiáticas.
Questionado sobre o legado deixado pelos portugueses nos territórios pisados, sobretudo o da língua portuguesa, e o futuro daquele idioma em locais, como Malaca, onde o português não tem nenhum estatuto oficial, João Paulo Oliveira referiu que “a língua portuguesa não é praticada da mesma maneira em todos os grupos. A língua portuguesa, de qualquer maneira, é uma memória também”.
“A língua portuguesa está presente no dia a dia de muitas das comunidades, é fácil encontrar pessoas que falam fluentemente português em Goa ou aqui em Timor, mas no Sri Lanka não”, informou o docente aos jornalistas, à margem da abertura da cerimónia da Conferência, em Díli.
O professor sublinhou que há um conjunto de traços culturais, desde culinária ao folclore e a outras dimensões, que unem as comunidades de língua portuguesa”, acrescentando “o papel que o cristianismo teve na consolidação e na resistência e do catolicismo, em particular, na resistência das comunidades nos meios onde a maior parte das pessoas não eram católicas”.
“A conferência permitiu que as comunidades que têm o mesmo passado e o mesmo sentimento de identidade se pudessem encontrar”, concluiu.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




