DÍLI, 20 de junho de 2025 (TATOLI) – Os estudantes timorenses que vivem em Telavive, Israel, revelaram que se sentem inseguros, após a cidade ter sido atacada por mísseis iranianos.
Um dos jovens, Egas da Silva, referiu que a tensão entre os dois países não passa despercebida, sobretudo durante a noite: “De dia, as atividades decorrem dentro da normalidade, mas ao anoitecer, não conseguimos dormir por causa do barulho das bombas intercetadas no ar”.
Na mesma linha, Benjamin da Costa, um jovem timorense, que também se encontra a estudar, disse que algumas bombas lançadas pelo Irão atingiram locais israelitas, mas não provocaram estragos graves, e acrescentou que o Executivo de Israel tem abrigos preparados para que os cidadãos se possam proteger.
Segundo o jovem, os estudantes que se encontram em Israel já foram contactados por autoridades timorenses para se inteirarem da situação. Questionado sobre um eventual repatriamento, Benjamim afirmou que tal ainda não é possível, pois o espaço aéreo encontra-se encerrado.
De acordo com órgãos de comunicação social locais, Israel bombardeou a capital do Irão, Teerão, e anunciou ataques a dezenas de instalações de mísseis no oeste do país, alegando que queria “prevenir um holocausto nuclear”. No dia seguinte, as autoridades iranianas retaliaram, lançando mais de cem drones contra Israel. Os contra-ataques entre os dois países permanecem até hoje e sem previsão de cessar-fogo.
Segundo a Organização Não-Governamental Human Rights Activists, registam-se, desde sexta-feira, pelo menos 639 mortos e 1.320 feridos.
Jornalista : Alexandra da Costa/Tradução : Equipa Tatoli
Editor: Evaristo Soares Martins




