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Jornalismo de Causas é tema para evocar Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Jornalismo de Causas é tema para evocar Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Foto: DR

DÍLI, 03 de maio de 2025 (TATOLI) – Jornalismo de Causas (o caso de Timor-Leste), em específico, serviu de tema para evocar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa em debate promovido pela Embaixada de Portugal em Timor-Leste e servido no Centro Cultural Jorge Sampaio.

O Jornalismo de Causas pretendia, via mesa-redonda, lembrar os papeis tidos como memoráveis de dois jornalistas de que se considera terem tido intervenções cruciais no processo de independência de Timor-Leste: Jill Jolliffe e Max Stahl. Foram estas duas personagens, “históricas” no dizer da Embaixadora de Portugal, Manuela Bairos, que pautaram o diálogo que se sucedeu.

“Homenageamos, em particular, os jornalistas Max Stahl e Jill Jolliffe, que acompanharam, de uma forma consistente, o que se estava a passar em Timor-Leste e informaram o mundo sobre a causa do país”, referiu Manuela Bairos.

Convidados foram a irmã Guilhermina Marçal, ex-Superior Provincial das Irmãs Canossianas, conhecida pelo seu importante papel na luta pela independência em Timor-Leste, muitas vezes arriscando a sua vida para ajudar a manter a comunicação entre os resistentes e o mundo; Maria Domingas Alves “Micato”, ativista pelos direitos das mulheres e ex-membro da resistência timorense; Constâncio Pinto, diplomata timorense, antigo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e ativista político, perseguido pela Indonésia pelo seu papel na luta pela libertação timorense; e Virgílio Guterres, atual Provedor dos Direitos Humanos e Justiça, anterior presidente do Conselho de Imprensa de Timor-Leste e ex-jornalista e prisioneiro por dois anos e meio na Indonésia pelo seu papel na luta pela autodeterminação de Timor-Leste.

Às perguntas “Que impacto tiveram Jill Jollife e Max Stahl na forma como o mundo viu a causa timorense e como é que os seus legados continuam vivos hoje?”, as intervenções verteram, de uma maneira geral, a coragem assumida pelos homenageados na luta, sob as sombras, contra as tropas indonésias, sob condições extremas e a forma como, sob perigo da própria vida, conseguiram levar as vozes dos guerrilheiros timorenses aos escaparates das manchetes internacionais.

Cada um dos palestrantes pôde narrar episódios pessoais na relação que tiveram com Jollife e Max Stahl e o modo como se sentiram impressionados pela sua coragem e autodeterminação e homenageando o legado que deixaram a Timor-Leste.

A título de lembrança, recorde-se que Max Stahl, jornalista britânico, tornou-se globalmente conhecido por ter gravado o massacre de 12 de novembro de 1991 no cemitério de Santa Cruz. De nome de batismo Christopher Wenner, nasceu a 6 de dezembro de 1954 no Reino Unido e faleceu no dia 28 de outubro de 2021 em Brisbane, vítima de doença prolongada.

Jill Jolliffe, por seu turno, foi uma jornalista e ativista australiana que, em outubro de 1975, entre outros, relatou o assassinato, pelos militares indonésios, dos seus colegas Greg Shackleton, Gary Cunningham, Tony Stewart Malcolm, Rennie e Brian Peters, historicamente conhecidos como “Os Cinco de Balibó”. Jill Jolliffe trabalhou anos com a resistência timorense no exílio (Frente Diplomática), ao ponto de ter sido proibida de entrar no país e ter sido brevemente aprisionada numa das suas visitas ao então Timor ocupado.

Notícia relevante: Timor-Leste desce dezanove lugares no ranking mundial da liberdade de imprensa

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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