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Timor-Leste prepara candidatura de monte Lesululi a Geoparque Mundial

Timor-Leste prepara candidatura de monte Lesululi a Geoparque Mundial

Diretor Executivo da Comissão Nacional da UNESCO, Luís Soares. Foto da Tatoli

DÍLI, 02 de maio de 2025 (TATOLI) – O Governo ambiciona que o monte Lesululi, no município de Bobonaro, seja reconhecido como Geoparque Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no âmbito do Programa Global de Geoparques.

A decisão surge na sequência da descoberta de fósseis de um ictiossauro – um réptil marinho que habitou nos oceanos há cerca de 250 milhões de anos. O achado foi feito por uma equipa do Instituto de Geociências de Timor-Leste (IGTL), em 2020, durante uma prospeção geológica na região. Desde então, o local tem sido alvo de escavações e estudos paleontológicos, em colaboração com especialistas internacionais da Universidade da Austrália Ocidental, da Universidade de Uppsala (Suécia) e da Universidade de Oslo (Noruega).

O Diretor Executivo da Comissão Nacional para a UNESCO em Timor-Leste, Luís Soares, explicou que, para ser reconhecido como geoparque mundial, o monte Lesululi deve ter caraterísticas geológicas únicas e ser de importância científica mundial, bem como promover o desenvolvimento sustentável através do turismo, da educação ambiental e da valorização das tradições e da cultura locais.

O dirigente referiu que Timor-Leste cumpre todos os critérios exigidos, uma vez que tem dados científicos e participa ativamente nas reuniões da Rede Global de Geoparques da UNESCO, bem como em campanhas de sensibilização junto das comunidades e autoridades locais sobre a importância da preservação do local.

“Estamos em coordenação com o IGTL e com a Secretaria de Estado das Florestas para a criação de um comité, cujo objetivo é elaborar um plano de gestão e preparar um dossiê para se submeter a candidatura à UNESCO, em Paris, no próximo ano”, informou Luís Soares à Tatoli, em Díli.

De acordo com o dirigente, após a submissão de documentos, uma equipa de cientistas da UNESCO virá inspecionar o local para validar as informações fornecidas pelo Executivo.

Recorde-se que o Presidente do IGTL, Job dos Santos, tinha dito, no ano passado, que a descoberta de um ictiossauro em Timor-Leste foi a primeira vez no hemisfério sul, pois estes só tinham sido encontrados no hemisfério norte, nomeadamente na Noruega, na Rússia e na Suécia.

Job dos Santos explicou que o local da descoberta do fóssil pode ter estado situado numa região que sofreu deslocamentos tectónicos da placa australiana durante o Triássico, um período geológico que ocorreu há mais de 200 milhões de anos. “A área de Cailaco provavelmente estava localizada perto ou num mar que abrigava ictiossauros”, concluiu.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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