DÍLI, 30 de abril de 2024 (TATOLI) – O representante da empresa Uma Asia Motorizada, Adriano Barreto, disse que esta concorda com a proposta da Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego, em cooperação com a Confederação dos Sindicatos de Timor-Leste (CSTL), relativa ao aumento do salário mínimo de 115 para 150 dólares americanos.
“Não teremos problemas, caso o salário mínimo aumente para cento e cinquenta dólares”, informou o representante, durante uma cerimónia de entrega de certificados de reconhecimento a empresas, das quais se incluía a Uma Asia Motorizada.
Segundo Adriano Barreto, a empresa conta com 12 trabalhadores que recebem, mensalmente, um salário ilíquido de 135 dólares.
José Soares, trabalhador na AQUAFU, uma empresa produtora de água engarrafada, considera essencial a subida do salário mínimo, uma vez que “os 115 dólares são insuficientes para custear as despesas básicas de uma família, dado o aumento drástico dos preços dos bens de primeira necessidade”.
Na mesma linha, a trabalhadora da empresa Meimart Josefina da Silva referiu que aufere, atualmente, 120 dólares, mas só conseguiu um aumento de cinco dólares depois de dois anos de trabalho, afirmando que, ainda assim, o montante não é suficiente para cobrir as despesas diárias.
É de lembrar-se que o salário mínimo não sofre alterações há 13 anos, apesar da insistência da CSTL junto do Governo.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Isaura Lemos de Deus




