DÍLI, 23 de outubro de 2024 (TATOLI) – O mundo ocidental desconhece a riqueza lexical dos caracteres chineses. Eles expressam ora sílabas, ora palavras, ora mesmo ideias, por vezes abstratas. Chamados logogramas ou escrita ideográfica, a escrita chinesa é também chamada de logográfica, ou seja, formada por símbolos que expressam palavras ou morfemas – uma unidade mínima da palavra com significado, ou mesmo uma ideia. Por isso, cada caracter possui seu próprio significado e pode transmitir uma mensagem por si só sem precisar combinar-se com outro.
Escrevê-los ou no caso, desenhá-los com correção visual, é considerado uma arte ancestral na China. Neste país, desenhar caracteres por si só, é desenvolver a motricidade fina tão importante na escrita de qualquer idioma.
Conhecer os caracteres do mandarim foi objetivo da visita de 21 jornalistas provenientes do Laos, de Myanmar, de Timor-Leste, da Malásia e da China, a um centro de formação da Comunidade Yulan na província de Zhejiang, Ningbo, na China.
A visita foi realizada no âmbito de um seminário internacional que está a decorrer até ao dia 30 deste mês, na Universidade de Nottingham Ningbo, na China. A iniciativa visa reforçar a cooperação entre os profissionais de comunicação social da China e de países do Sudeste Asiático a fim de promover a paz e a estabilidade na região.
De acordo com Cao Bo, Chefe da Cumunidade Yulan e docente da na Universidade de Nottingham Ningbo, o centro em apreço visa ensinar a escrever as letras chinesas e dar a conhecer o idioma a todos os estudantes estrangeiros.
“A maioria das pessoas não conhece a letra chinesa e não compreende o que estamos a escrever e, por isso, estabelecemos este centro para que os estudantes estrangeiros a possam aprender e conhecer a pintura da letra da China”, frisou a dirigente.
Por sua vez, Phouvyrath Phengsavath, jornalista do Laos, sublinhou a importância desta visita para conhecer a cultura chinesa. “Sinto-me muito feliz por participar neste seminário. Com este evento, posso conhecer a cultura da China e aprender sobre o desenvolvimento da economia e política daquele país”.
Jornalista: Natalino da Costa/Tradutora: Equipa da Tatoli
Editor: Zezito da Silva




