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Lançado Programa de Financiamento Climático para a Resiliência Comunitária em dois municípios

Lançado Programa de Financiamento Climático para a Resiliência Comunitária em dois municípios

Foto da Permatil

DÍLI, 22 de julho de 2024 (TATOLI) – Em Timor-Leste, os efeitos das alterações climáticas já se sentem e os meteorologistas preveem que o clima do país se torne mais quente e cause estações secas mais graves e prolongadas, chuvas mais fortes e mais irregulares que poderão provocar inundações e aluimentos.

A este propósito, o Governo neozelandês e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram o Programa de Financiamento Climático para a Resiliência Comunitária para melhorar o acesso à água a cerca de 30 mil pessoas em Díli e Aileu.

O programa, financiado pela Nova Zelândia no valor de mais de um milhão de dólares americanos, vai ser implementado pela Organização Não-Governamental Permacultura de Timor-Leste (Permatil).

“A Nova Zelândia tem o prazer de apoiar o programa prioritário do Governo de melhorar o acesso e a disponibilidade de água, bem como de reforçar a resiliência climática”, afirmou a Embaixadora da Nova Zelândia em Timor-Leste, Helen Tunnah.

A diplomata destacou a importância de a Nova Zelândia e a UNICET trabalharem em parceria com o Governo para melhorar o bem-estar das comunidades nas áreas remotas, acrescentando que apesar de ao longo dos últimos 20 anos Timor-Leste registar progressos significativos na melhoria do acesso à água, persistem desigualdades significativas.

“Estima-se que 18% da população rural ainda não tem acesso a uma fonte de água melhorada. Os impactos das alterações climáticas, incluindo estações secas prolongadas, padrões de precipitação reduzidos e temperaturas elevadas, agravaram a situação já precária, reduzindo substancialmente a disponibilidade de água”, referiu.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus

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