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ECONOMIA

Alfândegas da CPLP ambicionam uso do português na respetiva organização mundial

Alfândegas da CPLP ambicionam uso do português na respetiva organização mundial

Decorreu em Díli o 37.º encontro de diretores-gerais das Alfândegas da CPLP. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 05 de fevereiro de 2024 (TATOLI) – O órgão diretivo da organização das Alfândegas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) vai propor que o idioma lusa seja uma das línguas de trabalho da Organização Mundial das Alfândegas. A informação foi revelada pelo Presidente do Conselho de Administração Geral Tributária de Angola, José Leiria, após o 37.º encontro de diretores-gerais das Alfândegas da CPLP, que decorreu durante três dias em Díli.

“Ao longo destes dias de intenso e produtivo trabalho, fizemos alguns alinhamentos importantes, designadamente no que diz respeito à necessidade de levarmos a língua portuguesa à Organização Mundial das Alfândegas, enquanto língua de trabalho. Para isso, há, portanto, necessidade de os países identificarem formas para financiar tradutores que garantam que a língua portuguesa seja um instrumento linguístico de trabalho na organização”, disse José Leiria, à Tatoli, no Ministério das Finanças, em Aitarak-Laran.

O responsável referiu ainda que o encontro de diretores-gerais das alfandegas da CPLP será em Angola, previsivelmente na segunda semana de outubro.

Questionado sobre a sua estadia em Timor-Leste, José Leiria elogiou a alegria e as hospitalidade do povo timorense: “É a primeira vez que visito Timor-Leste. Estou positivamente surpreendido, deu para conhecer um pouco da cultura do país e a vossa gastronomia é muito boa”.

Para o Comissário da Autoridade Aduaneira de Timor-Leste, José Abílio, a língua portuguesa em Timor-Leste está em desenvolvimento, no entanto reconhece que a falta de investimento na formação dos recursos humanos de entidades relevantes limita a aprendizagem da língua portuguesa.

“Reconheço que os funcionários das alfândegas precisam de fortalecer o seu conhecimento em língua portuguesa, nomeadamente na área aduaneira. Por tal, pedi o apoio de Portugal para que facultasse formação técnica em língua portuguesa aos funcionários”, disse José Abílio.

O responsável salientou ainda aquele pedido irá ser discutido mais detalhadamente com Portugal, nomeadamente com a Diretora-Geral da Área de Gestão Aduaneira da Autoridade Tributária de Portugal, Ana Paula Raposo e a sua instituição.

Notícia relacioanada: Díli acolhe 37.ª reunião de diretores-gerais de alfândegas da CPLP

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus

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