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ECONOMIA, DÍLI

Equipamentos de Bayu Udan compatíveis para projeto de captura e armazenamento de carbono

Equipamentos de Bayu Udan compatíveis para projeto de captura e armazenamento de carbono

Presidente da Autoridade Nacional do Petróleo (ANP), Gualdino da Silva. Foto da Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 15 de dezembro de 2023 (TATOLI) – Os equipamentos de Bayu Undan que irão ser desmantelados por causa da inviabilidade económica na extração de petróleo daquele campo são compatíveis com o projeto de captura e armazenamento de carbono. Esta é a posição de Gualdino da Silva, Presidente da Autoridade Nacional do Petróleo (ANP) que também asseverou que assim que o petróleo se esgotar no campo petrolífero de Bayu Undan, o país, no seguimento do contratualizado, irá desmantelar aqueles equipamentos. A decisão, aprovada pelo Governo em março, surgiu após se constatar uma acentuada diminuição da produção de petróleo em níveis que o tornam economicamente inviável.

Os equipamentos em causa, no entanto, não serão desaproveitados já que se prevê que sejam compatíveis com boa parte do aparato logístico do projeto de Captura e Armazenamento de Carbono numa vantagem que propiciará relevantes poupanças físicas e logísticas para os investidores daquele projeto.  Para tal serão usadas as infraestruturas do Porto de Tíbar. Segundo o dirigente, tudo indica que os equipamentos, um conjunto de estruturas de dimensão relevante cuja operação envolve alguma complexidade logística, sejam transferíveis de uma valência para outra.

Questionado sobre a atual produção em Bayu Undan, Gualdino da Silva, explicou que se registou uma queda na produção de barris de petróleo, referindo que até 2018 eram produzidos, em média, 18 mil barris por dia, e que atualmente são produzidos apenas quatro mil. “O líquido condensado é de cerca de quatro mil barris por dia e, em termos de gás, era produzido um máximo de 100 milhões de pés cúbicos por dia, mas atualmente encontra-se apenas entre 30 e 40”, revelou.

“Estamos preparados para desativar os equipamentos. Relativamente à implementação do projeto CCS, os estudos de viabilidade já estão feitos, temos agora de aguardar pela decisão do Ministério do Petróleo e Recursos Minerais”, afirmou Gualdino da Silva, no Hotel Timor, Díli. Gualdino da Silva acrescentou que a ANP está a avaliar as propostas de investimento apresentadas por várias empresas.

Notícia relacionada:Formalizado desmantelamento do Campo de Bayu-Undan

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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