DÍLI, 25 de outubro de 2023 (TATOLI) – A Presidência da República de Timor-Leste abriu a 16.ª edição do Prémio de Direitos Humanos 2023 Sérgio Vieira de Mello. O prazo de candidaturas decorrerá entre 23 de outubro e 13 de novembro.
O prémio visa reconhecer o contributo de personalidades timorenses ou estrangeiras, ou organizações, governamentais ou não-governamentais, no processo de promoção, proteção e divulgação dos direitos humanos em Timor-Leste. O prémio será entregue a seis vencedores e um cada vai receber uma quantia de dez mil dólares americanos e um certificado.
Existem duas categorias de prémios, uma relaciona-se com os Direitos Civis e Políticos, “atribuídos a indivíduos ou organizações que defendam, promovam e divulguem os direitos humanos no âmbito dos direitos civis e políticos”, informou um documento da Presidência da República, a que a Tatoli, teve acesso.
A segunda categoria é a dos Direitos Sociais, Económicos e Culturais, que será entregue a “indivíduos ou organizações que desenvolvam atividades de defesa, promoção e difusão dos direitos humanos, nomeadamente na luta contra a pobreza, no desenvolvimento da educação, na saúde, na proteção do ambiente e na solidariedade social”, de acordo com a mesma fonte.
Requisitos dos candidatos
Pessoas individuais podem apresentar candidaturas, mas não de si próprias, e candidatar-se apenas a uma das duas categorias. Os indivíduos ou organizações premiadas em edições anteriores não se podem apresentar candidaturas; os interessados devem escrever nas línguas oficiais, tétum e português.
O formulário para o concurso poderá ser obtido no Palácio Presidencial, em Díli, na Administração do Município de Díli, ou nos Correios Administrativos, em Quintal Bo’ot, deverá ser preenchido ou enviado para o endereço de email premiusergiovieirademelo.pr@gmail.com
O Prémio Direitos Humanos Sérgio Vieira de Mello, é atribuído anualmente a 10 de dezembro, uma data que assinala o Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A iniciativa visa ainda reconhecer o trabalho realizado pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello enquanto chefe da Missão da ONU de Administração Transitória de Timor-Leste, entre novembro de 1999 e maio de 2002. O diplomata brasileiro morreu a 19 de agosto de 2003, vítima de um atentado no Iraque.
Premiados na 15.ª edição de 2022
Entre os agraciados de 2022, contam-se o timorense Gil Horácio Boavida, fundador da organização HASATIL, que reúne organizações envolvidas nos setores do turismo e da agricultura e a brasileira Simone Assis, diretora executiva do projeto Pro-Ema, criado em 2018 para apoiar jovens mulheres sobreviventes de abusos sexuais. Foram ainda agraciados o Leeuwin Care Centro Santa Bakhita, em Díli, e a organização Masine Neo, de Oé-Cusse. A 15.ª edição premiou ainda a associação ATKOMA, da ilha de Ataúro, a trabalhar desde 2005 no desenvolvimento de um projeto de turismo sustentável.
Notícia relevante:Quatro individualidades e uma organização vencedoras do Prémio Sérgio Vieira de Mello
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




