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Pacientes com HIV abandonam tratamentos

Pacientes com HIV abandonam tratamentos

Foto especial

DÍLI, 19 de agosto de 2023 (TATOLI) – A Comissão Nacional de Combate ao VIH/SIDA (CNC) registou, nos últimos dois anos, uma taxa de abandono do tratamento da doença superior a 30%, revelou o Presidente Executivo, Atanásio de Jesus.

“Cerca de 300 pacientes abandonaram o tratamento. Peço-lhes que voltem, os profissionais de saúde continuarão a manter a confidencialidade da sua identidade e não os irão discriminar”.

O dirigente explicou que o tratamento, com recurso a comprimidos antirretrovirais, impede a replicação do vírus e contribui para a recuperação do sistema imunitário, por isso, apela a todos os pacientes que abandonaram o tratamento que tenham “coragem” e se dirijam aos centros de saúde.

Na capital, qualquer portador do VIH (vírus de imunodeficiência humano) pode receber tratamento no Centro de Saúde de Vera Cruz, no Hospital Nacional Guido Valadares e, ainda, na Clínica do Bairro Pité. Já nos municípios o tratamento é feito apenas nos centros de saúde.

Existe também um Centro de Reabilitação para albergar os seropositivos que se sentem  discriminados por parte da família e da comunidade.  Segundo Venâncio Coelho, Diretor para o Plano de Recuperação e Monitorização “este local acolhe e aconselha os pacientes que foram abandonados ou segregados”.

De acordo com Bebiana Belo, docente no Instituto de Ciências da Saúde, “Não existe cura para o VIH/SIDA, mas existe tratamento. Dado que o vírus destrói células do sistema imunitário e a perda de células torna difícil a tarefa de o corpo combater as infeções, a docente aconselha vivamente os portadores do vírus a aderirem a um regime terapêutico e a seguir a prescrição médica para evitar que o vírus se multiplique e destrua o sistema imunitário.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, registaram-se 226 óbitos e há 1776 casos de infeção por HIV/SIDA, sendo que 76 foram detetados já no primeiro trimestre de 2023.

A SIDA manifesta-se através de um conjunto de sinais e de sintomas que aparecem pela fraqueza de resposta do sistema imunitário a agentes exteriores, isto é, qualquer bactéria ou vírus suscetível de causar uma infeção. Todavia, estar infetado com HIV não é o mesmo que ter a doença, a SIDA. Pessoas que estão infetadas com HIV são seropositivas, e podem ou não desenvolver a doença.

O HIV, por sua vez, pode ser transmitido através de relações sexuais desprotegidas (não uso de preservativo) com pessoas infetadas por HIV, partilha de agulhas, seringas ou outro equipamento utilizado na preparação de drogas ilícitas para injeção ou mesmo transmissão de mãe para filho: o HIV pode ser transmitido durante a gravidez, parto ou através do leite materno.

Numa fase inicial, a pessoa infetada com HIV não tem sintomas. Após contrair a infeção podem existir sintomas semelhantes à gripe, tais como febre, enxaquecas (dores de cabeça), cansaço frequente e até gânglios inflamados no pescoço e nas virilhas. Ulteriormente, os sintomas tornam-se mais graves, tais como perda rápida de peso, infeções graves, pneumonia, diarreia prolongada, lesões na boca, ânus ou órgãos genitais, perda de memória, depressão outros distúrbios neurológicos mais graves.

Equipa da TATOLI

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