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INTERNACIONAL, DÍLI, SAÚDE

Redução da mortalidade materno-infantil em Timor-Leste na mira do UNFPA

Redução da mortalidade materno-infantil em Timor-Leste na mira do UNFPA

Imagem da Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 28 de julho de 2023 (TATOLI) – Uma delegação do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Timor-Leste reuniu-se com o Presidente da República, José Ramos Horta, para discutir medidas tendentes a reduzir a mortalidade materno-infantil no país.

A representante da organização em Timor-Leste, Pressia Arifin-Cabo, destacou a necessidade de se assegurar que a saúde materna seja uma das prioridades do governo timorense, uma vez que a taxa nacional de mortalidade materna é uma das mais elevadas do Sudeste Asiático – registam-se 195 óbitos por cada cem mil nados-vivos.

“Pretendemos contribuir para reduzir o número de óbitos de 195 para 70, através da expansão dos BEmONC [Centros de Cuidados Básicos de Emergência Obstétrica e Neonatal] e da intensificação dos cuidados pré e pós-natais. Infelizmente, cerca de 50% das grávidas em Timor-Leste ainda não se dirigem a instalações de saúde para dar à luz com segurança, por não acreditarem que vão ter um atendimento adequado”, afirmou a responsável, no Palácio Presidencial em Díli.

Apesar de a UNFPA ter criado quatro BEmONC, Pressia Arifin-Cabo considera que o país precisa de 36, por isso, a organização está empenhada em colaborar com o Ministério da Saúde para que se alcance aquele número, tido como necessário para prestar assistência a todas as grávidas no país.

Questionada sobre as atividades específicas levadas a cabo com vista à redução da taxa de mortalidade materna, Pressia Arifin-Cabo referiu que o UNFPA, além de facultar formação a profissionais de saúde sobre a prestação de cuidados médicos de qualidade durante o parto, promove também campanhas de rastreio de tensão arterial alta a grávidas e parturientes.

No mesmo encontro, também se abordou a importância de se realizar uma campanha de sensibilização mais eficaz sobre a prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), uma vez que, de acordo com os dados da UNFPA, em Timor-Leste, a prevalência da doença relacionada com aquele vírus, a SIDA, aumentou dez vezes em grávidas. “O aumento considerável do número de casos de VIH é uma clara indicação da forma como o vírus se está a propagar no país e uma evidência de que precisamos de um esforço coletivo para o reduzir”, concluiu.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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