DÍLI, 11 de julho de 2023 (TATOLI) – A Associação de Defesa dos Consumidores de Timor-Leste (TANE) apresentou, na segunda-feira, os resultados de um estudo sobre preços de produtos de primeira necessidade, que compara valores entre os primeiro e o segundo trimestres de 2023. Para este efeito, a TANE visitou 21 lojas de Díli.
O Presidente da TANE, António da Silva, explicou que, na comparação dos dois trimestres deste ano, a diferença nos preços dos bens de primeira necessidade foi visível. Por exemplo, num cabaz de 18 produtos que custava 38 dólares americanos no primeiro trimestre, no segundo, os mesmos produtos já custavam em média, quase 50.
De acordo com o comunicado a que a TATOLI teve acesso, no supermercado mais caro, localizado em Hudi Laran, um cabaz com 20 produtos custa mais de 60 dólares.
Em geral, a análise mostra que algumas lojas aumentaram os preços, enquanto que outras mantiveram ou baixaram o valor dos produtos. Por exemplo, o preço de um saco com 25kg de arroz no primeiro trimestre era de 12,5 dólares, e o mais caro era de 14,5 dólares, enquanto no segundo trimestre o menor preço era de 12,25 dólares, e o mais caro era de 17,5 dólares. Entre os dois trimestres houve um ligeiro decréscimo de 25 centavos no preço mais barato e houve um aumento significativo no mais elevado, de cerca de três dólares.
Relativamente ao preço de 1kg de farinha de trigo, no primeiro trimestre, o preço mais barato era de 90 centavos e o mais caro de 1,25 dólares. No segundo trimestre, o preço mais baixo era de 80 centavos e o mais alto era de 1,25 dólares. Outro exemplo são as batatas: 1kg de batatas no primeiro trimestre custava 75 centavos e o mais caro era vendido a 1,70 dólares. Comparando com o trimestre seguinte, o preço mais barato era de 90 centavos e o mais caro de 4,5 dólares.
De acordo com o diretor da TANE, a causa desta variação de preços é múltipla. António Silva elenca o aumento provocado pelos impostos especiais sobre o consumo de produtos como o açúcar e as bebidas açucaradas, as taxas portuárias e fronteiriças, os custos apesentados pelos distribuidores, o acréscimo dos direitos de importação de 2,5% para 5%, o arrendamento de instalações por parte de algumas empresas, incluindo-se também, nesta última, as remunerações dos empregados daquelas. Todavia, o dirigente também destaca a especulação dos retalhistas, isto é, os comerciantes que vendem diretamente ao consumidor final.
O presidente também pediu às autoridades que tomassem medidas sobre a especulação de preços. “Nós apenas fornecemos informações ao público, mas a tomada de decisões está nas mãos das partes relevantes [Governo e entidades fiscalizadoras], em conformidade com a Lei n.º 20/2011 sobre os preços justos”.
Equipa da TATOLI




