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INTERNACIONAL, EDUCAÇÃO, DÍLI

CNC quer reequacionar as narrativas de libertação do país ao nível local: o valor dos cidadãos individuais e das aldeias

CNC quer reequacionar as narrativas de libertação do país ao nível local: o valor dos cidadãos individuais e das aldeias

Foto da Tatoli/Egas Cristóvão.

DÍLI, 11 de julho de 2023 (TATOLI) – No âmbito das comemorações do seu 6.º aniversário, que decorrerá no dia 17 deste mês, o Centro Nacional Chega (CNC) realizou uma conferência subordinada ao Desenvolvimento da história da comunidade para produzir um equilíbrio narrativo.  

O Ministro do Ensino Superior, Ciência e Cultura, José Honório Jerónimo, enalteceu o papel do CNC na preservação e na salvaguarda da história nacional, documentando relatos de timorenses que lutaram pela independência.

“A elaboração da história sobre o envolvimento de cada cidadão na nossa autodeterminação é pertinente para que as novas gerações possam conhecer o nosso passado. A nossa independência contou com a contribuição de todos os timorenses”, disse o governante em Balide, Díli.

O Diretor-Executivo do CNC, Hugo Fernandes, explicou que a conferência visou reunir vários investigadores nacionais e internacionais, académicos, ativistas, representantes da sociedade civil e estudantes para se discutir e trocar ideias sobre o balanço da narrativa histórica da libertação do país, especialmente sobre a contribuição da comunidade ao nível mais local, isto é, ao nível das aldeias.

“Nesta conferência, o CNC convidou vários investigadores de universidades de Portugal, da Austrália, do Brasil, da Itália e da Canadá para partilharem as suas experiências sobre a prática de escrever a história das comunidades dos seus respetivos países”, informou.

Segundo o dirigente, durante quatro anos, o CNC tem vindo a recolher e tratar de documentação diversa relacionada com a contribuição de cada indivíduo na luta pela libertação nacional e não somente os nomes que a história recorda como “heróis nacionais”. Acrescentou que estes dados serão usados para escrever livros sobre o envolvimento da população no processo de autodeterminação.

Hugo Fernandes explicou ainda que as obras existentes descrevem, sobretudo, o envolvimento dos líderes nacionais na libertação do país, não versando, por isso, sobre a contribuição dos habitantes das aldeias. De modo a contrariar essa tendência, o CNC publicou alguns livros nos quais foi abordada a contribuição das populações de Díli, de Manatuto e de Ainaro.

“É importante que haja um equilíbrio da narrativa sobre a contribuição de cada cidadão, sobretudo dos que vivem em aldeias remotas, uma vez que a sua contribuição para a libertação do país foi significativa”, frisou.

O CNC tem centrado a sua missão na promoção das recomendações da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação para institucionalizar a memória e promover os direitos humanos através da educação, formação e solidariedade com os sobreviventes mais vulneráveis das violações dos direitos humanos.

A instituição envolve-se com a comunidade, tanto o público como os sobreviventes, através da comemoração de eventos históricos, do mapeamento de locais históricos, da organização de visitas educativas que permitem aos estudantes visitar locais históricos e ouvir os testemunhos dos sobreviventes, e da criação de espaços para a transmissão interjecional de memórias.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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