DÍLI, 15 de junho de 2023 (TATOLI) – A Organização Não-Governamental Reforça Agricultura Sustentável Timor Lorosa’e (HASATIL, em tétum), recomenda ao Governo que invista na agricultura, no turismo e na pesca, a fim de contribuir para a diversificação de fontes de rendimento.
O Coordenador-Geral da organização, Gil Horácio Boavida, em entrevista à Tatoli, referiu que, uma vez que há terras férteis abandonadas, o Governo deveria utilizar aquelas para atividades agrícolas, bem como promover o uso de sementes locais adaptáveis às alterações climáticas, a fim de garantir o aumento da produção local.
“Para garantir a segurança alimentar a nível nacional, uma das nossas recomendações é a promoção e desenvolvimento solos férteis para atividades agrícolas”, informou à Tatoli, no Farol, Díli.
O responsável sublinhou a importância de se adotar tecnologia apropriada para modernizar os equipamentos agrícolas e, deste modo, aumentar a produção.
Gil Boavida mostrou-se preocupado com o desinteresse da juventude em investir no setor agrícola, embora reconheça que existem alguns jovens que se dedicam à agricultura.
Segundo os resultados dos Censos Agrícolas de 2019, existiam 509.226 hectares correspondentes à área total bruta de cultivo, sendo que apenas 18% eram aproveitados para a cultura do milho e somente 7,6% para a produção de arroz.
Segundo o documento, além da produção agrícola de milho e arroz, os agricultores timorenses aproveitam somente 7,4% da área de cultivo para a mandioca e 6,3% para o café.
Os dados dão também conta de que 67% dos agricultores lavram a terra de forma convencional, sendo que 63% usam a força manual e 33% utilizam máquinas agrícolas.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




