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Lao Hamutuk: vislumbre do fim do petróleo aconselha investimentos em setores produtivos

Lao Hamutuk: vislumbre do fim do petróleo aconselha investimentos em setores produtivos

Imagem da Tatoli/Egas Cristóvão

DÍLI, 13 de março de 2023 (TATOLI) – O docente do Instituto de Tecnologia de Díli (DIT) Teodoro Mota e o Diretor da Organização Não-Governamental (ONG) Lao Hamutuk, Celestino Gusmão, pediram ao Governo sensatez nos gastos das verbas provenientes do Fundo Petrolífero, de modo a também beneficiar os pobres e não os mais ricos.

Teodoro Mota sugeriu também ao Executivo que procurasse outras alternativas para apoiar a economia do país antes que o fundo petrolífero se esgote. “Se a produção for suspensa, o campo Bayu-Undan será desmantelado. Por conseguinte, o desenvolvimento do campo de gás do Greater Sunrise será a próxima alternativa para sustentar a economia da nação”, disse Teodoro Mota, no Farol, Díli.

Docente do Instituto de Tecnologia de Díli (DIT) Teodoro Mota.

Para este efeito, o docente salientou que o Executivo deve procurar uma companhia petrolífera internacional que tenha a capacidade financeira e tecnológica para acelerar o desenvolvimento do Greater Sunrise.

Teodoro Mota explicou que, de acordo com o relatório do Banco Central de Timor-Leste (BCTL) divulgado em novembro de 2022, o fundo petrolífero do país desceu, no terceiro trimestre, para 16,9 mil milhões de dólares, face ao trimestre anterior com 17,84 mil milhões.

Notícia relacionada: Saldo global do Fundo Petrolífero sobe para 17,4 mil milhões no último trimestre de 2022

“O Governo deve considerar seriamente em investir em setores produtivos como a agricultura e a pesca, bem como no turismo para contribuir para o aumento das receitas do Estado”, aconselhou.

A este propósito, Celestino Gusmão lembrou que Timor-Leste gastou mais de dez mil milhões de dólares do fundo petrolífero, mas, a seu ver, aquele montante não foi usado de uma forma prudente, designadamente em benefício do povo.

“Gastamos metade do fundo petrolífero (15 mil milhões de dólares), mas isso não apresentou progressos significativos no aumento das receitas domésticas do país. Por exemplo, continuamos com uma fraca qualidade na educação, enfrentamos problemas na água e saneamento, entre muitos outros”, apontou.

Segundo o dirigente, mais cedo ou mais tarde, Timor-Leste vai ficar sem o Fundo Petrolífero, e, por isso, os líderes devem aplicá-lo no benefício do povo e não nos interesses de uma elite.

“O que resta do Fundo Petrolífero deve ser gasto de forma sensata para o desenvolvimento económico sustentável do país. Se não o utilizarmos prudentemente e de uma forma estratégica, até 2034 não teremos nenhum dinheiro para financiar as despesas de eletricidade, de salários, vencimentos e outros, declarou.

Recorde-se que de acordo com as estimativas do Ministério das Finanças, as reservas de petróleo poderão esgotar-se em 2034. Paralelamente, a Lao Hamutuk já tinha avisado, há cerca de seis meses, para a extrema dependência face às verbas do Fundo do Petróleo como fonte quase exclusiva ao Orçamento Geral do Estado e a sua pouca aplicação no progresso económico e social do país.

Notícia relevante: La’o Hamutuk considera que OGE para 2023 ignora realidade financeira do país

Jornalista: Afonso do Rosário 

Editora: Isaura Lemos de Deus

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