DÍLI, 14 de fevereiro de 2023 (TATOLI) – O representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), Arvind Mathur, informou que Timor-Leste recebeu, em 2018, o certificado da OMS regional sobre a eliminação do sarampo em Timor-Leste. A ocorrência de um novo caso, em 2022, não retira a certificação de eliminação desta doença ao país.
Para a obtenção deste certificado foi necessário cumprir critérios. “Os critérios são a resposta imediata e adequada à doença, a inoculação da vacina atingir 95% para as crianças e ainda zero casos do sarampo durante três anos”, afirmou Arvind Mathur.
Todavia, segundo o representante da OMS, um novo caso do sarampo foi registado no ano passado. Terá ocorrido porque as crianças não receberam as vacinas durante o período de pandemia da covid-19, “por isso a OMS sugeriu ao Governo a inclusão da vacina integrada”. A vacina integrada, recorde-se, visa prevenir doenças como o sarampo, a rubéola e o cancro do colo do útero, embora também traga algumas defesas face a doenças do foro respiratório.
O representante informou ainda que os peritos da OMS regional vão chegar entre junho e julho deste ano, para avaliar também o controlo da rubéola no país, para poder também certificar a eliminação desta doença.
Arvind Mathur garantiu ainda que Timor-Leste pretende enviar uma candidatura para recuperar a certificação sobre a eliminação total da malária no país. “Se não tivermos mais casos da malária até setembro deste ano, podemos submeter a candidatura à OMS global para obtermos o certificado sobre a eliminação total da malária em Timor-Leste”.
O Governo Timor-Leste tinha declarado em 2017 a eliminação da malária no país através da eliminação de casos. “O número de casos da malária desceu de 223.002, em 2006, para 95 em 2016 e o número de mortes de 58 para zero”, referiu o portal do Governo.
Notícia relevante: Parceria entre MS e OMS elenca preparativos para vacinação contra sarampo, rubéola e cancro de colo do útero
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




