DILI, 30 de janeiro de 2023 (TATOLI) – O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), em parceria com a Plan Internacional de Timor-Leste e a UNICEF, organizaram um colóquio para discutir opções políticas para a gestão de riscos de catástrofes no setor da educação.
O ministro da tutela, Armindo Maia, destacou a importância do evento, pois “Timor-Leste é frequentemente afetado por desastres naturais”, acrescentando que o colóquio visa definir uma política nacional e prever um orçamento para situações de emergência, especialmente no setor da educação”.
Questionado sobre os fundos que o MEJD tem para responder a situações de emergência, Armindo Maia referiu que o ministério continua a contar com o apoio dos parceiros.
“Neste momento continuamos a ter a ajuda de parceiros como a UNICEF e a PLAN International. Os parceiros criaram materiais educativos e o ministério disponibilizou um orçamento no OGE 2023 para adquiri-los”.
A Diretora Interina da Plan Internacional, Fátima Soares, afirmou que o evento visa reforçar a política nacional na resposta a situações de catástrofes naturais, pois a missão da Plan International em Timor-Leste é ajudar o Executivo timorense na educação, na redução do risco de catástrofes bem como na adaptação às alterações climáticas.
“O seminário permitiu discutir políticas e estratégias futuras. Após o esboço do projeto ter sido aprovado, a Plan International e a UNICEF vão definir, com o MEJD, um plano detalhado que será implementado na gestão de catástrofes naturais”, informou Fátima Soares, no Timor Plaza, em Díli.
Fátima Soares explicou ainda que a sua organização prevê um orçamento anual no valor de 30 mil dólares americanos para ajudar o Governo a lidar com as consequências de catástrofes naturais e a combater a desigualdade de género.
A dirigente salientou também que a organização tem uma bateria de materiais educativos preparados para serem distribuídos aos estudantes em caso de catástrofes naturais, a fim de garantir que as crianças continuem a ter acesso à educação em situações de emergência.
“Atualmente, os alvos do nosso projeto são os alunos de Aileu e Ainaro, caso o MEJD nos apresente uma proposta, poderemos eventualmente expandir o apoio a outros municípios”, acrescentou.
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O representante da UNICEF em Timor-Leste, Bilal Durrani, disse, por sua vez, que as propostas sobre gestão de catástrofes apresentadas no colóquio foram elaboradas por uma equipa de especialistas e profissionais.
“Apresentamos ao MEJD e aos parceiros quatro propostas passíveis de serem implementadas para lidar com o impacto das catástrofes naturais na educação e na aprendizagem das crianças”, frisou.
O dirigente salientou ainda que o seminário permitiu avaliar as opções políticas disponíveis, aprofundar algumas discussões, definir estratégias e fornecer ao MEJD, ao Governo timorense e a todos os parceiros educativos opções para garantir um impacto mínimo na aprendizagem dos estudantes, sempre que o país se deparar com situações de emergência.
Bilal Durrani esclareceu que a gestão do risco de catástrofes não impede a ocorrência de desastres, mas pode reduzir o impacto daqueles.
“Um plano sólido de gestão do risco de catástrofes pode ajudar a salvar vidas, a minimizar o pânico, a proteger infraestruturas e assegurar que as escolas e a aprendizagem possam regressar às operações normais o mais depressa possível após uma catástrofe”, explicou.
O dirigente reiterou o compromisso da UNICEF em continuar a apoiar o Governo timorense para garantir que todas as crianças possam usufruir do direito à educação.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




