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Úrsula Freitas, a “mãe inspiradora” que cria empregos

Úrsula Freitas, a “mãe inspiradora” que cria empregos

Úrsula Alves Freitas. Fotografia/David Cabral.

DÍLI, 28 de janeiro de 2023 (TATOLI) – Úrsula Alves Freitas, 42 anos, tinha 28 quando começou a aprender sobre como gerir o próprio negócio, através de apoios e formações proporcionados pela igreja, pelo governo e por algumas Organizações Não-Governamentais (ONG). A vontade de ser empresária e de ajudar outras pessoas, criando emprego, eram dois dos principais fatores que a motivavam para seguir adiante com o sonho.

Em 2011, com as economias que tinha, começou a vender alimentos em Baucau. O negócio teve sucesso e Úrsula então abriu uma cantina em Becora. Tudo caminhava bem, porém, por razões de segurança, a empresária mudou o estabelecimento para Comoro, onde permanece até hoje.

Na cantina de Úrsula é possível encontrar sumos naturais e refeições completas a preços acessíveis. O horário entre às 10h e 14h é o de maior movimento. Num dia, a cantina de Comoro pode render mais de 300 dólares de lucro. A empresária, atualmente, possui quatro filiais e emprega dez mulheres.

Mãe de sete filhos já adultos, a empresária é conhecida como “mãe inspiradora” – como a comunidade a chama. Úrsula costumar partilhar a sua experiência profissional aos mais jovens.

“Os jovens que querem criar um negócio, não podem ter medo. Ganhar ou perder é um desafio de tempo, espaço e oportunidade. Ninguém cria negócios sem dificuldades, mas os obstáculos podem ser ultrapassados se houver foco nos objetivos”, afirmou.

Na avaliação da empresária, um dos maiores desafios no ramo empresarial é a competição no mercado. “Precisamos de ter paciência para competir com os produtos estrangeiros, porque temos um custo e uma capacidade de produção diferente”, observou.

Transformar a comunidade local

Em Triloka, suco em que vivia em Baucau, Úrsula propôs a uma ONG ajudar as pessoas vulneráveis e com deficiência mental. Conseguiu alguns apoios.

Na localidade, a empresária também criou uma cooperativa para criação de gado e pequenos empréstimos, a Feto Hari’i Unidade, da qual é coordenadora. Para esta iniciativa, foi apoiada pela Agência Adventista de Desenvolvimento (ADRA).

Úrsula explicou que “um negócio ‘de grupo’ é muito melhor do que um negócio individual, porque todos os membros podem decidir juntos quando e como querem gastar o dinheiro, e é fácil de controlar”.

Em 2016 e 2017, Úrsula foi às Filipinas e à Indonésia para aprender a fazer os chocolates Beng-Beng e Choqui-choqui, Deho e sardinha enlatada. A formação adquirida também serviu para desenvolver outras competências.

“Aprendi muito sobre como transformar produtos locais, como o milho, a mandioca, o gengibre, a abóbora e muitos outros, em biscoitos-rosquinhas, bolos, doces e leite com gengibre e chocolates, entre outros”, contou. A empresária também produz remédios tradicionais com óleo de coco virgem.

A experiência empreendedora de Úrsula em Timor-Leste ou no estrangeiro tem-lhe ensinado algumas lições. “Os negócios têm dois resultados: perder ou ganhar. Depende do esforço individual. Algumas pessoas, quando perdem, já não têm vontade de recomeçar, mas outras continuam a esforçar-se para ter resultados”, concluiu .

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 Equipa da TATOLI

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