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João Calvão da Silva: “A língua portuguesa une vários povos no mundo”

João Calvão da Silva: “A língua portuguesa une vários povos no mundo”

Vice-Reitor para as Relações Externas da Universidade de Coimbra, João Nuno Calvão da Silva, e os antigos alunos da Universidade de Coimbra. Fotografia/Jesuína Xavier.

DÍLI, 24 de janeiro de 2023 (TATOLI) – O Vice-Reitor para as Relações Externas da Universidade de Coimbra, João Nuno Calvão da Silva, defendeu que a língua portuguesa une vários povos de quatro regiões no mundo: Ásia, África, América e Europa.

A afirmação foi feita no âmbito de um encontro com antigos alunos da Universidade de Coimbra, sob o tema “A língua portuguesa como veículo da cooperação entre dois povos”, no Centro Cultural da Embaixada de Portugal, em Díli.

“Debatemos o papel da língua portuguesa na união entre Portugal e Timor-Leste, mas abarcando também Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tome e Príncipe”, afirmou João Nuno Calvão da Silva à Tatoli.

O responsável referiu ainda que a língua portuguesa “é um ativo importante e estratégico fundamental, política e diplomaticamente que vai reforçar a política económica”.

Questionado sobre o desenvolvimento da língua portuguesa em Timor-Leste, o vice-reitor referiu que “em tudo na vida sempre há espaço e tempo para melhorar e aperfeiçoar. Noto uma evolução de Timor-Leste, em termos das infraestruturas e capital humano”. Para ele, “o mais importante é continuar a permanecer num clima de estabilidade política para que outros países ajudem a consolidar a jovem nação”.

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O vice-reitor elogiou ainda os antigos alunos timorenses da universidade de Coimbra como melhor património da universidade em Timor-Leste.

Valentim Ximenes, antigo aluno da Universidade da Coimbra, sugeriu a todos as instituições do ensino superior, bem como às organizações de ciência e centros de investigação timorenses, que promovessem a língua portuguesa como idioma de ciência e que harmonizassem o padrão ortográfico do tétum.

“A língua portuguesa é o alicerce do tétum para se desenvolver e se construir. A língua tétum está no processo de construção de estruturas lexicais e gramaticais”, defendeu Valentin Ximenes.

Por fim, o antigo aluno pediu ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e à Universidade de Coimbra que reforçassem a formação da língua portuguesa e do tétum aos timorenses.

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Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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