DÍLI, 19 de outubro de 2022 (TATOLI) – O Projeto FOCO.UNTL (Formar, Orientar, Certificar e Otimizar), em articulação com a Embaixada de Portugal em Timor-Leste, promove a VII edição das Jornadas Pedagógicas, sob o tema “Ler e falar o mundo em língua portuguesa”.
As jornadas organizadas também pelo Centro de Língua Portuguesa da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) decorrem entre os dias 19 e 21 de outubro e contam com palestras, comunicações e pósteres no leque das suas atividades.
O Coordenador Científico-Pedagógico do Projeto FOCO.UNTL, Paulo Faria, informou que as jornadas visam divulgar trabalhos de monografia realizados por alunos finalistas, apresentar comunicações ou pósteres e partilhar iniciativas e projetos realizados ou em curso no domínio da língua portuguesa.
“Depois do contexto histórico que Timor-Leste viveu, estamos num período de transição. Por isso, é normal que durante este período haja ainda alguns jovens que não têm o domínio ou a proficiência linguística que esperávamos. Mas, há muitos progressos e os jovens têm uma vontade incrível de aprender português”, disse o dirigente à Tatoli, no Campus Central da UNTL, em Díli.
Já a Embaixadora de Portugal em Díli, Manuela Bairos, referiu que o tema das jornadas “Ler e falar o mundo em língua portuguesa” permitiu envolver, além do Departamento da Língua Portuguesa, os departamentos do Ensino Pré-escolar e de Formação de Professores do Ensino Básico.
“Procura-se pensar a língua portuguesa e o seu ensino em Timor-Leste num contexto multilingue, multicultural, numa era de indispensável transformação de abordagens a nível didático e tecnológico. É fundamental apoiar professores e produzir materiais didáticos de vários níveis de ensino, sobretudo os que exigem abordagens disciplinares específicas”, acrescentou.

Também o Vice-Reitor para os Assuntos Académicos e de Garantia da Qualidade, Samuel Freitas, continua a defender o português como uma das língua de ensino na universidade.
“As faculdades de Direito, de Ciências Exatas, e alguns departamentos da Faculdade de Educação, Artes e Humanidades utilizam a língua portuguesa como língua de ensino”, realçou.
A Diretora-Geral do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura, Maria Filomena Lay, considerou que as jornadas pedagógicas promovem a partilha de experiências entre os docentes, académicos, investigadores e estudantes.
“Estas jornadas pedagógicas são pertinentes. A atual diversidade linguística é proveniente do português de um forma assinalável e evidencia a riqueza da língua dos cabo-verdianos, angolanos, moçambicanos, timorenses, entre outros”, concluiu.
Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora




