DÍLI, 15 de dezembro de 2022 (TATOLI) – O Programa Alimentar Mundial (PAM) vai distribuir brevemente alimentos fortificados (super cereal) a 144 mil mulheres, grávidas e lactantes, que sofrem de carências alimentares, para combater a má nutrição no país.
No documento do PAM lê-se que Verónica Cardoso, de 21 anos, é uma das vítimas que sofre de má nutrição. Verónica foi ao Centro de Saúde, em Becora, Díli, para fazer o último exame de gravidez, há um mês, antes do nascimento do seu filho.
Foi aí que Verónica Cardoso soube que sofria de desnutrição. O médico indicou-a para aderir a um programa nacional que fornece suplementos nutricionais a mães grávidas e a amamentar.
Agora paciente, Verónica ficou contente ao saber que a sua condição é curável e, por isso, recebeu alimentos fortificados com uma mistura reforçada de suplementos, ricos em proteínas, vitaminas e minerais tidos como eficazes no tratamento da desnutrição.
“Compreendi que era crucial para a saúde e desenvolvimento imediato do meu bebé. Regressei porque quero que o meu bebé seja saudável. É tudo o que eu quero neste mundo”, disse Verónica, no comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso.
Timor-Leste regista uma das maiores taxas de desnutrição no mundo, de acordo com a avaliação do PAM, e, neste quadro, as grávidas e lactantes são particularmente atingidas por esta condição.
O Governo da China tinha disponibilizado um milhão de dólares americanos ao PAM para a aquisição de 550 toneladas de alimentos fortificados.
Segundo dados de Alimentação e Nutrição recolhidos entre 2013 e 2020, houve uma ligeira descida na percentagem relativa ao nanismo infantil, de 50% para 47%. O mesmo se verificou com a percentagem de debilidade infantil que se fixava nos 11% em 2013 e, em 2020, nos 9%.
Dados de 2013 indicam que o país registava 27% de grávidas com baixo Índice de Massa Corporal e em 2020 reduziu aquele valor para 2%. Outras dados, da Pesquisa de Saúde e Demográfica de Timor-Leste, indicavam que 6% das crianças são obesas, 45% daquelas com menos de cinco anos sofrem de nanismo e 24% de raquitismo.
Outros dados mostram ainda que cerca de 40% das crianças sofrem de anemia e só 50% consomem leite materno em exclusividade. Finalmente, apenas 13% das crianças e jovens seguem uma dieta recomendada.
Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora




